quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Capítulo 65 - Paz






Acordei com Luan tirando minhas sandálias. 
- Tentei tirar sem te acordar, mas tá complicado aqui. - Ele riu fraco e eu sorri.
- Tudo bem! Eu peguei no sono aqui, enquanto estava no instagram.
- Eu percebi! - Ele se sentou ao meu lado.
- Vai tomar banho?
- Vou sim! - Levantei.
Depois de tomar um banho super rápido, voltei pra cama já de camisola.
- Amor, me desculpa pela minha infantilidade ontem? - Ele disse, assim que me deitei ao seu lado.
- Eu fiquei chateada...
- Eu sei e me arrependo! Eu só queria te provocar pela história do Kauê. - Ele fez careta.
- Eu ainda tenho um pé atrás com ele, não quero ele por perto, mas tinha que fazer isso.
- Eu já entendi! Ele já foi embora...Me desculpa! Ele não merece nossa briga!
- Não mesmo, amor! - Sorri, enquanto passava a mão por seu rosto.
- Me desculpou?
- Ainda tem dúvidas? Eu não vivo sem você! - Ele riu e me puxou para um beijo.
- Eu que não vivo sem você, minha princesa!
- Minha princesa? - Ri.
- É sim! Só minha!
- Só sua... - Falei.
- Agora pra selar a paz. - Ele me puxou para outro beijo, dessa vez mais intenso.
Uma de suas mãos foi para a minha bunda e a outra puxava meus cabelos da nuca, até descer para a minha barriga e entrar de baixo da minha camisola, chegando até meus seios. Parei o beijo rindo.
- Muito esperto esse seu acordo de paz! - Ele também riu e começou a beijar meu pescoço, enquanto continuava com as mãos bobas. - Amor, vamos dormir.
- Ah não! - Ele resmungou e eu voltei a ri.
- Não vou poder fazer nada.
- Por que?
- Tô naqueles dias... - Luan parou o beijo que dava no meu pescoço, frustrado.
- Sério? - Assenti e ele se deitou do meu lado fazendo careta.
- Outro dia te recompenso! - Falei em seu ouvido e ele riu me abraçando.
- Então tá de tpm mesmo? Sabia!
- Para! - Bati em seu ombro enquanto ele gargalhava. - Vai acordar o Rafa.
- Aquele lá dorme que nem pedra, igual você! 
- Olha quem fala! - Revirei os olhos.
Passamos mais três dias naquele lugar lindo e voltamos para Portugal no sábado. Luan passou o dia dando entrevistas e falando de sua turnê, enquanto eu e Rafael passeávamos, já que preferimos não ir com ele para irmos ao show de noite. 
Voltamos de um dia de compras, no final da tarde, quando Rafael me cutucou e apontou para um lugar. Estávamos na recepção do hotel.
Tirei meus óculos escuros e vi Bruna sentada em uma cadeira mais escondida e chorando.
Fui com ele até lá e ela ainda não tinha me visto.
- O que aconteceu, Bruna? - Pareceu se assustar e tentou limpar os olhos.
- Nada... - Falou com dificuldade.
- Como nada? Você está chorando...
- Não estou! E você não mandou eu ir cuidar da minha vida? Vai cuidar da sua agora!
- Eu só quero te ajudar!
- Pensei que não gostasse de mim. - Ela sorriu irônica e eu suspirei.
- A gente não se dá bem, mas eu não quero seu mal. Está aqui sozinha chorando, por que?
- Estou sozinha porque meu irmão não está, nem o Rober e ninguém da produção. Não gosto de você, então não tinha com quem eu ficar, né.
- Abaixa a guarda, credo! Quero te ajudar de verdade, mas já que você só consegue ser grossa...Vamos então, Rafa! - Dei um passo em direção ao elevador quando ela me chamou.
- Espera, Amanda! Me desculpa! Eu sei que só quer ajudar e eu preciso desabafar mesmo.
- Então vamos lá pro quarto,  que a gente conversa enquanto o Rafa brinca. - Ela assentiu e eu estendi minha mão para que pegasse, ela pegou e se levantou.
Dei um brinquedo para o Rafa brincar e nos sentamos na cama.
- Eu estava quase namorando um cara... - Ela fez careta. - Na verdade, iríamos assumir quando eu voltasse de viagem.
- Sério? E não vão mais?
- Ele me ligou mais cedo e terminou tudo, disse que está com outra.
- Jura? Nessas palavras?
- Nessas palavras! - Ela suspirou, querendo chorar.
- Nem sei o que te dizer. Eu sei o que é sofrer por amor, porque pelo visto gostava dele.
- Eu amo ele! Nos conhecemos no ano passado no nordeste.
- Ele é de lá? Longe!
- É sim...É bem longe e eu também estava com medo da distância mas tentaria por ele.
- A única coisa que posso te dizer é que se for pra ser, vai ser. Que se seu destino for do lado dele, vocês vão voltar, se não, você vai achar um muito melhor! - Ela riu. - Experiência própria!
- Amanda...Eu sinto muito pelo começo do seu relacionamento com o meu irmão. Eu te confesso que fui contra.
- E não é mais? - Brinquei.
- Não! Eu sempre brigo com você, faço questão de mostrar que não vou com a sua cara, mas tá na cara que você faz ele muito feliz, até quem não convivi percebe.
- Fico feliz em saber disso...Eu nunca quis ser sua inimiga! - Ri fraco.
- Já eu, sempre quis! - Rimos. - Acho que no fundo é ciúmes.
- Eu tenho certeza!
- Me desculpa? - Ela me olhou sincera.
- Desculpo...- Nos abraçamos e rimos em seguida. - Nessa você me pegou de surpresa.
- Eu sei que fui muito infantil! Eu te admiro demais. Sempre ouvi tudo que o Luan fala sobre você.
- Ele fala sobre mim, é?
- Vinte e quatro horas por dia! - Ri.
- Eu amo seu irmão de todo meu coração!
- Ele também te ama como nunca amou ninguém! - Sorri.
Nos abraçamos de novo e pedimos um lanche. Eu estava inacreditada daquela situação.
Eu nunca me imaginei conversando e comendo normalmente com a irmã do Luan e pelo visto, ela também pensava o mesmo, mas até que estávamos nos dando bem. Já era um ótimo passo para um começo, já que quando nos encontramos pela primeira vez já foi conturbado.
Ela foi se arrumar para o show e eu fui dar um banho no Rafa e logo depois tomei o meu também, enquanto ele brincava na cama.
Luan chegou quando eu estava saindo do banheiro. Beijou o Rafa e me deu um selinho rápido.
- Tô morrendo de pressa! - Ele dizia enquanto corria para o banheiro e eu e o nosso filho ríamos.
Me arrumei e ainda esperei o Luan por mais de meia hora. Deu tempo de tirar foto, editar com calma, postar e ler muitos comentários.


" Quem vai vir pro show hoje aqui no Porto? Vai ser lindo! "


- Que isso? - Levei um susto com Luan e olhei para onde ele apontava.
- Minha roupa pro show! - Ri.
- Isso é blusa?
- Não, um sutiã! - Disse.
- Parece mesmo! - Revirei os olhos.
Luan se arrumou enquanto eu lhe apressava e quando estávamos saindo do quarto, demos de cara com o Rober.
- Atrasado meia hora. - Ele disse olhando no relógio.
- Novidade! - Falei e eles riram.
- Que isso, muié! - Luan me abraçou pela cintura.
- Me esperem! - Ouvimos Bruna gritar e seguramos o elevador. - Já iam me esquecer! - Rimos.
- Eu ia mesmo! - Luan falou e mordeu minha bochecha, me fazendo dar um tapa nele.
- Amanda, você tem um batom aí? Saí correndo quando escutei a voz do Luan.
- Tenho sim! - Tirei dois batons da bolsa e ela escolheu o que queria.
- O que eu perdi? - Luan nos olhou e nós rimos.
- O que tudo mundo perdeu! Essa é a pergunta. - Rober disse.
- Essas muié são doidas!
- Doido é você! - Bati em um braço dele e Bruna no outro.
- Agora se juntaram contra mim?
- Sim! - Respondemos juntas e eles riram.
- Você tá ferrado, Luan.
- Agora que você percebeu isso, boi? 
Chegamos no local do show, que era bem perto do hotel. Luan atendeu muita imprensa e fãs no camarim, enquanto eu e Bruna tirávamos fotos e Rafael comia.
Assistimos o show do lado do palco e depois de uma hora voltamos para o hotel.
- Agora me diz o que aconteceu com você e a Bruna! - Luan perguntou assim que chegamos no nosso quarto de hotel.
- A gente se acertou um pouco! - Sorri. - Ela estava com uns problemas e eu só ajudei, conversamos e enfim...
- Que problemas? - Ele me olhou preocupado.
- Não... Coisa de mulher! Não se preocupa, amor! - Lhe abracei pelo pescoço e beijei seus lábios.
- Tem certeza?
- Claro que sim! Irmão protetor! - Ri e ele fez careta.
- Fico feliz demais que estejam começando a se entender.
- Ela é gente boa!
- É sim...Vocês duas se paressem e vão se tornar muito amigas! - Ele cheirou meu pescoço, me causando arrepios.
- Te amo, meu chato!
- Ih, voltou a me xingar! - Ri dele.
- Bobo!







segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Capítulo 64 - Bruna x Amanda




Assim que voltamos da rádio com Luan, resolvemos ir a praia. Eu, ele, Rafa, Bruna e o Rober.
Fomos nos trocar e nos encontramos na recepção do hotel. Só atravessamos a rua e já chegamos na linda e agitada praia da Falésia, em Albufeira-Portugal. 
- Tá muito agitado isso aqui e o Luan tá sem segurança. - Falei, enquanto procurávamos um lugar para ficar. 
- Acho que dar pra ficar de boa, Amanda. - Rober me respondeu.
- Não estamos no Brasil... - Luan riu e eu fiz careta pra ele.
Estávamos de mãos dadas, ele conversava comigo, mas continuava seco, o que estava me irritando.
Nos sentamos em baixo de um guarda sol e o Rober foi pedir comida e bebida no quiosque.
- Achei aqui muito diferente das praias do Brasil. - Comentei, olhando em volta e ele concordou.
Ficamos ali o dia inteiro. Rafael adorou e como eu, não queria sair da água.
Luan tentava me provocar olhando todas as mulheres que passavam e pra supresa dele mesmo, foi muito acediado. Toda hora aparecia uma pessoa para tietá-lo.
No começo não me importei com as provocações dele, mas no fim da tarde já estava começando a me estressar. 
Saí da água com Rafael quando vi ele tirando foto com mais uma mulher, até aí eu não ligava. Mas fechei a cara quando ela pediu "ajuda" para ele com o protetor solar, antes de sair. E é claro que ele ajudou.
Me sentei ao seu lado calada, enquanto Rafa voltou a tentar construir seu castelo de areia.
- Amor, pega lá mais um drink pra mim? - Ele me chamou e eu enfim lhe olhei.
- Pensei que estivesse bravo comigo. - Sorri irônica. - Agora é amor, na hora de passar a tarde inteira dando moral pra todas que vinham aqui, você deu. - Me levantei, fui até o quiosque, comprei uma água de coco pra mim e fiz questão de não levar o que tinha me pedido.
Assim que cheguei ele me olhou e fez careta. Fingi não ver.
- Eita, que o clima tá tenso! - Rober fez graça rindo e eu nem me importei.
- Muié é um bixo complicado, não é, cara? - Luan riu e eu continuei quieta.
- Nem todas! - A voz nojenta da sua irmã soou em meus ouvidos.
Quando estávamos indo embora, Luan mexia no celular e sem querer esbarrou em uma mulher.
Era brasileita, bem bonita, que deu em cima dele na minha cara e o idiota fez questão de pagar outra bebida pra ela, já que tinha derramado tudo.
Depois de esperar aquela palhaçada toda, enfim voltamos a andar em direção ao hotel. Estávamos bem pro final da praia.
- Imbecil! - Falei assim que ele voltou e ele me olhou assustado.
- Só quis ser gentil...
- Quando eu for gentil com outros homens, não reclama! - Disse visivelmente irritada.
- Você não cuida do que é seu, isso que dá! - Bruna falou e eu olhei pra ela indiganada. - Nem um favor faz pra ele...
- Quem te pediu opinião? - Falei na lata e todo mundo me olhou.
- Ninguém, mas estou dando. Se não quer escutar, vai brigar no quarto e não em público.- Ela me respondeu afiada.
- E você vai cuidar da sua vida. Eu brigo aonde eu quiser!
- Coisa de gente baixa...
- Baixa é você! Mimada!
- Vão continuar até quando? Por favor! - Luan se meteu.
- Até quando eu quiser, não se mete! - Falei.
- Tá de tpm, Amanda? - Ele me olhou.
- Com certeza! - Bruna resmungou rindo.
- É da conta de algum de vocês? - Perguntei e ninguém respondeu.
- Meu Deus! - Luan só exclamou.
- Até porque não tenho motivos pra estar assim, não é, Luan? Já que ninguém passou a tarde tentando me tirar do sério e quando consegue, reclama! - Ri.
- Não passei nada... - Ele resmungou. - Você que é briguenta.
- Então cala essa boca e me deixa.
- Sem educação! - Sua irmã voltou a falar.
- Olha aqui garota...
- Bruna, para você também! - Luan olhou pra ela. - E chega, Amanda!
- Sua irmã é uma ridícula, igual a você!
- E você não é não, Amanda? - Ela voltou a falar e riu.
- Desisto! - Luan pegou na mão do meu filho e nos apressou a chegar no hotel.
- Cara, você tá ferrado! - Rober riu.
- E eu não sei, boi? 
- Por que elas brigam, papai? - Ouvi Rafael perguntar.
- Porque são duas crianças mimadas! - Luan nos olhou e eu revirei os olhos.
Fomos dormir os dois calados naquele dia. Eu realmente estava na tpm e ele pareceu perceber. Mas também ficaria chateada pelas provocações sem cabimento dele. Depois eu que era uma criança mimada.
No outro dia acordei cedo com Luan me chamando.
- O que foi?
- Levanta e arruma suas coisas.
- Vamos embora?
- Vamos pra outro lugar. Teve um acidente com os equipamentos e os shows começam só no sábado.
- Sério? Pra onde vamos?
- Califórnia! Meu sonho conhecer lá! - Assenti e me levantei.
Fomos para Califórnia naquela manhã, mais especificamente, Beverly Hills.  
Fiquei encantada com aquele lugar, cidade de filme, de cinema.
Passeamos aquela tarde inteira e provamos muitas coisas gostosas.
- Tá gostando? - Luan me perguntou.
- Amando! - Sorri.
- Me desculpa por ontem...
- Depois conversamos sobre isso, pode ser? - Falei baixo e ele assentiu, passando seus braços por meus ombros.
- Eu te amo, minha marrenta! - Sussurrou só pra eu ouvir e beijou meu rosto, me fazendo reprimir um sorriso. Era tão fácil dele me convencer de alguma coisa.
Eu nunca imaginei que um dia alguém teria um domínio tão forte sobre mim. Na verdade, acho que eu nunca imaginei que teria um amor tão forte assim. 
Depois de voltarmos para o hotel e jantarmos todos juntos, nós subimos para o quarto.
Luan foi tomar seu banho e eu me joguei na cama, morta de cansada de tanto andar. 
Peguei meu celular e postei uma das fotos, que Rober tinha tirado minha.


" Beverly Hills, eu já te amo! Adorei ter um fotógrafo particular. Hahaha"

Pela primeira vez parei um pouco para ler os comentários e principalmente das fãs do Luan, com bastante calma. Às vezes eu só lia por cima.
Acho que li mais de duzentos, já que peguei no sono com o celular na mão e nem senti.


domingo, 20 de dezembro de 2015

Capítulo 63 - Desentendimentos





- Amor! Senta que eu vou te explicar.
- Me explica, então! - Ele se sentou no sofá, bem sério.
- A mãe dele veio até aqui, na verdade, ela vai dormir aqui hoje. Está no quarto. Ela veio me pedir como uma mãe desesperada, amor. Eu não posso negar isso nem por ela e nem pelo pai do
Kauê. Antes eu não entendia, mas hoje eu tenho o Rafa e entendo. Por mais burradas que ele fizer quando crescer, eu sempre vou estar do lado dele.
- Mas o Kauê não faz burradas, ele comete crimes! - Ele bufou.
- Eu sei... - Sussurrei.
- Foi preso por quê?
- Tráfico e roubos.
- Olha aí....
- Amor, não vamos brigar por isso, vai! - Coloquei minha mão na dele, que tirou e se levantou passando as mãos pelos cabelos.
- Não tem como, Amanda! Você vai soltar um cara que quase me matou...
- Mas não matou e além do mais, você disse pra esquecermos isso.
- Porque eu não queria problemas com a polícia, caramba! Por isso deixei passar. Mas se ele foi preso agora, ótimo!
- Amor, por favor...
- Por favor digo eu, Amanda! Isso mostra o quanto se importa comigo. - Me levantei.
- Não fala besteira, Luan! Você e o Rafa são as pessoas que mais amo nessa vida. Mas eu gosto da tia Mariana, ela já fez muito por mim e pelos meus pais. Ela já me levou pra comer na casa dela quando na minha não tinha o suficiente pra todo mundo. Me entende! - Eu já segurava pra não chorar.
- E se eu tivesse morrido? - Ele falou baixo.
- Não fala isso...
- Se ele tivesse conseguido me matar, Amanda?
- Pode ter certeza que eu também não estaria viva. - Sussurrei e ele se calou. Suspirei.
Ouvi passos, depois de alguns segundos e vi tia Mariana descendo as escadas com Rafael.
- Encontrei esse mocinho no corredor! - Ela riu e eu lhe acompanhei, tentando disfarçar minha tenção.
- Papai! - Rafael correu para os braços do pai, que o pegou no colo.
- Então pelo visto já conheceu ele... - Falei.
- Já conversamos até. - Rimos. - Uma criança linda, esperta e educada. Soube criar ele muito bem.
- Ah, acho que ele já nasceu assim! Esse aqui é o Luan, o pai do Rafa. Já estava me esquecendo.- Luan estendeu a mão para ela sorrindo. Pelo menos mal educado ele não era.
- Prazer, Luan. Mariana! Você também é muito bonito! - Ele riu.
- São os olhos da senhora...
- Pai eu tirei fotos com umas meninas! - Luan me olhou confuso.
- Suas fãs nos pararam no shopping.
- Nossa, sério, cara? Que massa! Depois me conta tudo direitinho. Vou levar ele lá em casa, Amanda!- Ele me olhou e eu assenti.
- Voltem pro almoço. - Ele também assentiu, antes de sair.
- É impressão minha, ou vocês estavam brigando?
- Não...É impressão!
- Se for por você me ajudar, me desculpe por isso, filha!
- Não precisa se desculpar. Ele ficou meio assim, mas eu já expliquei tudo. - Sorri tentando lhe passar confiança.
Almoçamos todos juntos, mas com o Luan um pouco calado. No outro dia, levei tia Mariana até o aeroporto. O advogado me ligou e disse que Kauê sairia na quinta, no dia que Luan voltaria a vijar. Agradeci mentalmente. Ainda não estávamos nos falando direito, ele só ia buscar o Rafa na minha casa e às vezes almoçava lá. Até nosso filho percebeu a distância entre nós.
Na hora do almoço, daquela quinta-feira, meu advogado chegou com o Kauê. A pedido meu mesmo.
- Obrigado por isso, Amanda! - Ele mal conseguia me encarar.
- Não quero que me agradeça. Quero que mude!
- Olha, eu te prometo isso! Eu vou mudar...
- Já é um ótimo passo. Já está passando da idade de tomar vergonha, Kauê.
- Eu juro que vou mudar, eu aprendi a lição passando mais de um mês naquele inferno.
Quando minha mãe disse que viria te procurar, achei que nem iria dar ouvidos a ela.
- Eu nunca faria isso e agradeça a ela! Foi por ela que te tirei de lá. - Ele encarou o chão.
- Me desculpa por tudo! Pelas coisas horríveis que já fiz pra você e com seu namorado.
- Vamos esquecer o passado! 
- Pensei que nunca mais te veria!
- Eu também pensei...Olha, se você quiser mudar de verdade, eu pago uma clínica pra você lá.
- Jura? Eu vou adorar!
- Mas tem que ficar lá o tempo que o médico pedir.
- Eu juro que vou ficar, que vou dar o melhor de mim! - Ele sorriu e me abraçou. Mas eu me afastei rapidamente, lhe deixando sem jeito.
- Ótimo! Minha assessora vai lá essa semana acertar isso tudo e passar na sua casa. Agora pode ir, seu voo tá marcado pra daqui quarenta minutos e tem trânsito.
- Obrigado de novo!
- Você leva ele no aeroporto, por favor, Carlos? - Pedi ao meu advogado.
- Claro! - Ele saiu, me deixando mais aliviada.
Sim, aliviada. Aliviada por perdoar, por não sentir mais nenhuma mágoa ou qualquer sentimento ruim desses. Além do mais, me pareceu bem sincera suas palavras. Só torcia pra que ele mudasse de verdade.
Luan chegou na sexta e foi na minha casa no final da tarde.
- Tenho um convite pra vocês. - Ele disse.
Ainda não tinha superado nossa briguinha.
- Qual?
- Eu vou fazer uma turnê pela Europa. Quero que vão!
- Quando?
- Na segunda embarcamos.
- Mas tem a empre... - Parei de falar quando vi sua cara. Não queria mais brigas. - Tudo bem! A gente vai! 
- Eu também? - Rafa perguntou e eu assenti, fazendo ele comemorar. Rimos.
- Já vai? - Disse assim que Luan se levantou. 
- Vou...
- Fica! Luan por favor, vamos fazer as pazes?
- Não, Amanda! Não vamos, enquanto você não me colocar como prioridade também na sua vida. Poxa, você é na minha. Eu te amo! Tudo que me pedir eu faço!
- (risos) Para com isso, Luan! Você é sim prioridade pra mim, eu também te amo demais. Eu já te expliquei tudo. Pra quê isso? É ciúmes?
- É claro que não... - Ele bufou desviando seu olhar do meu. - Tchau, Amanda! - Ele se despediu, levando o Rafa com ele. Suspirei e ri em seguida. Chegava a ser cômico.
Na segunda embarcamos para Europa, confesso que estava bem mais animada. Luan ainda me ignorava, me deixando irritada.
Assim que chegamos já fomos passear e além de aguentar um Luan chato, também tinha a metida da irmã dele que tinha ido junto conosco.
Luan foi entrevistado, assim que chegamos no hotel, por uma repórter com um belo corpo e mais uma mulher atirada, também tinha ido junto com a equipe.
Ele foi mais que simpático, apresentou o Rafa e no final tirou uma foto bem colado, com cada uma. É eu teria que aguentar aquilo e ainda mais quando ele estivesse bravo comigo. Claro que me provocaria. Revirei os olhos com meus pensamentos.
Quando chegamos no nosso quarto, pedimos uma comida e enquanto esperávamos, Luan foi jogar video game com o filho, já que tinha levado. Na verdade, ele tentava porque Rafael não sabia jogar nada e apertava tudo de uma vez, me fazendo ri.
- Vamos sair de noite?
- Não. Amanhã a gente acorda cedo. Tenho uma coletiva.
- A gente? Você, né? Eu vou pra praia com o Rafa.
- Vai? - Ele se virou para me olhar, já que estava deitada na cama e eles no chão, encostados na mesma. 
- Claro! Ver os gatinhos! - Ele não me respondeu e se virou. Prendi o riso. - Ué, você não pode abraçar aquelas gostosonas?
- Eu falei alguma coisa? - Ele nem me olhou.
- Ui, cavalo!
- E eu tratei elas, como trato qualquer fã.
- Fã! - Gargalhei e ele me olhou feio.
No outro dia, acordamos bem cedo mesmo. Luan foi para o banheiro e eu fui escolher minha roupa. Quando me trocasse, acordaria o Rafa.
- Vai pra praia já? - Luan saiu do banheiro, enrolado em uma toalha e secando o cabelo com outra.
- Você sabe que eu vou com você! - Ri baixinho.
- Pensei que iria ver os gatinhos. - Ele fez cara de nojo.
- Outro dia! - Ele foi pegar sua roupa e antes de vesti-la, o abracei por trás. - Para de bobeira! Eu te amo, seu chato!
- Sou chato, né?
- Uma criança mimada! - Ri e mordi suas costas.
- Para, Amanda! - Ele resmungou, tentando se soltar de mim.
- Não! Seu ciumento chato!
- Acabou os elogios? - Ele se virou para mim.
- E lindo, cheiroso, gostoso e meu! - Vi ele reprimir um sorriso e fui lhe beijar, mas Luan desviou.
- Deixa eu me trocar!
- Esqueci de cabeça dura e orgulhoso! - Bufei. 



sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Capítulo 62 - Você vai ajudar aquele idiota?






Luan voltou a fazer seus shows novamente e a minha casa ficou mais vazia sem eles e suas gracinhas.
Passei a semana inteira trabalhando na empresa e no sábado, fui ao shopping com o Rafa, que queria sair para algum lugar. Fomos só eu e ele.
Comprei algumas coisas pra mim e no final, fomos até uma loja de brinquedos enorme que tinha ali, já que Rafael estava impaciente com minha demora. Ele se encantou com a loja e pegou com dez brinquedos, que depois de muita conversa convenci ele a levar só três.
- Gostou, filho?
- Gostei, mamãe. Quando o papai chegar vou pedir pra me dar os outros.
- Rafael! - Ele riu com as mãos na boca. - Tá com fome?
- Muita!
- Gordinho! - Apertei sua barriga e ele riu sentindo cócegas.
Fomos até um restaurante do shopping e fizemos nosso pedido. Era tipo uma mini churrascaria ali.
- Mamãe, meu sorvete depois!
- Eu não esqueci, seu guloso! 
- Eu puxei meu pai... - Ri.
- Puxou mesmo!
- A vovó disse que ele come muito!
- (risos) Quando ele chegar diz isso pra ele! - Neguei. Como meu filho era esperto.
Depois de almoçarmos e comprarmos o bendito sorvete, fomos para o estacionamento.
Já passava das cinco da tarde e eu me assustei, tínhamos chegado ali meio dia.
- Amanda? - Ouvi uma voz me chamar e me virei.
- Oi?
- É...A gente queria uma foto com você e com Rafa. Pode ser?
- Ah...Claro! - Não sabia o que dizer direito. 
Eram três meninas, que se posicionaram do nosso lado e bateram a foto.
- Muito obrigada! Você é mais linda pessoalmente! - A morena, que ainda não tinha dito nada, falou.
- Que isso! Obrigada vocês!
- O Rafa é a cara do Luan... - A outra morena também disse e eu ri.
- A gente tava morrendo de vergonha e medo de ganhar um fora! - A loirinha que tinha me chamado, disse.
- Não, de jeito nenhum eu daria um fora em vocês. - Sorri mais solta. - E não se preocupem com a vergonha, que eu também estou um pouco envergonhada. - Rimos.
- É que você parece ser tão séria...
- Sério? Eu não sou nenhum pouco!
- E o Luan? Quando volta?
- Na segunda!
- Deve morrer de saudades!
- Um pouco! - Sorri tímida.
- E você, Rafa? Sente saudades do papai? - Meu filho assentiu. - Você é muito lindo!
- Agradece, filho! O gato comeu sua língua? - Ele riu negando. 
- Obrigado! - As meninas morreram de amores e foram apertar meu filho.
Me pediram para seguir elas no insta e eu fiz isso ali na hora mesmo. 
- Eu tenho um fc pro casal, que tá meio parado, mas agora vai voltar com tudo depois do seu follow! - Ela riu.
- Sério? Eu não imaginava! 
- Lumanda! - Ri das loucuras delas.
- Qual seu nome mesmo?
- Luísa! - Conversei mais um tempo com as meninas e enfim fui embora. Eram elas melhores do que eu pensei. Ri dos meus pensamentos. 
Passamos o domingo com a família do Luan. Almoçamos com eles e só voltamos pra casa á noite. Eu amava aquele clima de "paz"
Acordei na segunda-feira, com o meu interfone tocando. Depois de alguns segundos consegui me levantar da cama. Não iria trabalhar porque Luan estava pra chegar, então toda segunda eu passei a não ir pra empresa.
- Dona Amanda, tem uma senhora aqui querendo entrar. - Era da portaria do condomínio.
- Senhora? - Falei ainda com sono.
- É, disse que se chama Mariana...E que é muito importante! 
- Mariana? - Tentei lembrar.
- Sou eu, Amanda! Mãe do Kauê! - Levei um susto. Eu reconheceria aquela voz de longe.
- Tia Mariana? Pode deixar ela entrar, seu José! E guia ela até minha casa por favor?
- Tudo bem! - Desliguei rápido e fui correndo trocar de roupa. 
Por que a tia Mariana estaria me procurando depois de tanto tempo?
Estava curiosa pra saber o que ela queria, me parecia realmente importante.
Assim que desci até a sala, já trocada, ouvi a campainha.
- Tia Mariana, quanto tempo! - Abracei ela.
- Muito tempo! Como você está mais linda! - Ela me olhou e eu sorri.
- Já a senhora, parece que o tempo não passou! Senta aqui! - Nos sentamos no sofá.
- Bondade sua, querida! - Ela sorriu.- Muito bonita a sua casa!
- Obrigada...
- Pensei que nunca mais te veria! Te vi agora em uma capa de revista.
- Pelo visto todo mundo está me vendo pelas capas de revista. - Ri.
- Você merece isso tudo! Eu sabia que um dia Deus te recompensaria, minha filha. Quero conhecer seu filho!
- Daqui a pouco ele acorda e a senhora vai conhecer ele.
- Kauê me disse, assim que foi pro Rio atrás de você, que estava tendo um caso com um cantor famoso. Fiquei preocupada!
- Kauê deve ter aumentado muita coisa pra senhora, tia. Eu me separei do Luan, mas agora estamos felizes juntos.
- Que bom! Você merece alguém que te faça feliz também. Eu me preocupo com você, sua mãe era minha melhor amiga. Não sabe como eu andei preocupada quando Kauê disse que tinha sumido.
- Eu sei disso, tia! A senhora também é como uma mãe pra mim! Está precisando de alguma coisa?
- Na verdade, estou sim, minha querida.
- O que? Pode falar!
- O Kauê foi preso. - Suspirei.
- Quando isso aconteceu?
- Mês passado. Eu e o pai dele estamos desesperados. Até eu te ver na revista, comprei ela e dizia seu bairro. Custei, mas te achei. Olha, filha, eu sei que ele aprontou muito com você, ele mesmo me contou esses dias quando fui visitá-lo e disse que viria te pedir ajuda porque o advogado público não está resolvendo nada.
Mas eu te peço que me ajude, agora você também é mãe e deve saber o que estou sentindo!
- Eu entendo, tia. Eu faria tudo pelo Rafa também. 
- Desculpa ele, querida?
- Eu já desculpei! Ele já atrapalhou bastante minha vida mesmo, já fez o Luan sofrer um acidente por puro ciúmes, mas eu desculpo. Não é legal ficar vivendo de rancor! E pela senhora e o tio Paulo, que sempre foram como pais pra mim. - Ela sorriu pra mim e me abraçou.
- Então você vai me ajudar a tirar meu filho de lá?
- Vou...Eu vou sim! - Sorri.
- Muito obrigada! Você sabe que se tivesse condições de pagar um bom advogado não viria te atormentar.
- A senhora não me atormenta de jeito nenhum! Hoje mesmo eu vou falar com o advogado dá empresa. É um dos melhores de São Paulo.
- Obrigada de novo!
- Mas a senhora veio sozinha pra cá?
- Vim sim! Foi longa a viagem mas cheguei. - Ela riu.
- Veio de ônibus? - Ela assentiu. - E o tio Paulo?
- Teve que ficar pra trabalhar, ele não queria que eu viesse sozinha mas eu tive que vir. Não durmo a um mês pensando no que meu filho anda passando dentro daquele lugar.
- Eu entendo...Mas porque ele foi preso?
- Por roubo e tráfico de drogas.
- Meu Deus! Eu não sabia que ele se envolvia com isso!
- Nem eu. Ele roubava pra comprar drogas e também revendia. Já estavam de olho nele a muito tempo. Meu medo era ele ser morto por bandidos mesmo!
- Isso é muito sério!
- É sim, mas eu já disse pra ele que se ele for solto e voltar pra essa vida pode esquecer dos pais. O Paulo está possesso com ele.
- Tia, se ele quiser, quando sair, eu arrumo uma clínica pra ele sair das drogas.
- Você faria mais isso por nós?
- Claro que sim!
- Você não existe, Amanda! Achei que nem iria querer me receber, que tinha mudado agora que está rica.
- De jeito nenhum! Eu sempre vou receber quem fez parte da minha história. Eu não mudaria nada no passado, eu tenho orgulho disso! De tudo que eu já fui...
- Você realmente não mudou nada... - Ela riu.
- Vem, vamos deixar essa mala lá no quarto...
- Não, minha filha, hoje mesmo eu volto.
- De jeito nenhum! Hoje a senhora dorme aqui e eu vou comprar uma passagem de avião pra amanhã.
- Não precisa, Amanda! Já está me ajudando muito!
- Claro que precisa! Bora tomar um café agora. Aposto que a senhora não comeu nada!
- Não mesmo!
- Então vamos! - Tomamos nosso café da manhã e depois de instalar tia Mariana no quarto de hóspedes, fui até a sala ligar pro advogado da empresa.
- Fica tranquila, Amanda. Essa semana mesma ele será solto!
- Sério, Carlos?
- Pode confiar!
- Que bom! Apesar de tudo a mãe dele não merece sofrer assim! Apesar do Kauê não ser flor que se cheire. - Sussurrei. - Todo mundo merece uma segunda chance. Depois me avise quando ele for solto!
- Pode deixar! - Me despedi dele e suspirei.
- Kauê? É o mesmo que eu estou pensando? - Me virei assustada.
- Amor, nem te vi chegar! - Abracei Luan e o beijei.
- Amanda, me explica o que eu ouvi.
- Calma! É o Kauê mesmo que está pensando. Ele foi preso mês passado.
- E você tá pagando advogado pra soltar ele? Depois de tudo que ele nos fez, depois de ter tentando ME matar? É isso mesmo, Amanda? Você vai ajudar aquele idiota?- Suspirei. Ele tinha ficado irritado.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Capítulo 61 - Ciumento






Depois que Luan me puxou pra dançar, não teve jeito. Com toda sua lábia e seu jeitinho, nós voltamos as boas.
- Nunca mais me ignora assim! - Falei manhosa e encostei a cabeça em seu ombro, assim que nos
sentamos. Ele segurava o Rafa dessa vez.
- Eu não te ignorei, só estava com raiva! - Ele riu.
- Fizeram as pazes? - A mãe dele apareceu falando e eu fiquei roxa de vergonha.
Todo mundo estava sacando que estávamos brigados.
- (risos) Fizemos! - Ele respondeu por nós.
- Que bom! - Ela também riu.
- É amor vagabundo, mãe! - Ele continuou rindo e levou um tapa meu.
- Põe vagabundo isso! Briga e volta as boas em meio minuto! - Bruna apareceu quase gritando, por conta do som e eu revirei os olhos.
- É porque a gente se ama, piroca! - Luan gritou de volta e me beijou de leve, me fazendo sorri. Garota inchirida.
Eu e Luan fomos os primeiros a irmos embora. Rafael cochilava e acordava reclamando toda hora.
Mas Luan já queria ir embora mesmo, então fomos.
Coloquei meu filho na cama e fui para o quarto em que ficaria com ele. Senti duas mãos na minha cintura e um beijo gostoso no pescoço, assim que entrei no quarto.
- Tô morrendo de saudade de você! - Ele sussurrou no meu ouvido, me arrepiando.
- Amor, aqui não... - Disse, enquanto ele me virava para juntar nossos lábios.
- Por quê? Estamos sozinhos!
- Mas a qualquer momento podem chegar! - Sorri quando senti outro beijo no pescoço.
- Para com isso, amor!
- Luan...
- Relaxa! - Ele me puxou para um beijo com urgência, não me deixando dizer mais nada.
Luan nos deitou na cama, enquanto suas mãos já  percorriam meu corpo com muita pressa.
Uma parou na minha nuca, enquanto a outra foi para a minha coxa e começou a entrar por baixo do meu vestido, parando no meu bumbum, que vez ou outra era apertado com força.
Nossa noite foi maravilhosa, com muito amor e desejo. 
Acordei primeiro que o Luan no outro dia. 
Assim que cheguei na cozinha todos já comiam. 
- Cadê o Luan, Amanda?
- Ficou dormindo, dona Marizete! - Disse antes de beber meu suco. 
Bruna arrumava o café da manhã do Rafa. Sempre foi apaixonada pelo sobrinho. Quando eu cheguei ele já estava ali com ela.
- Deve ter quase matado o menino ontem, em! - Marquinhos, que estava ali disse, fazendo um tio do Luan dar um tapa em sua cabeça.
- Ela tá ficando roxa, daqui a pouco ela vai infartar! - Max disse, fazendo todo mundo ri e eu ficar com ainda mais vergonha.
- Não liga pra eles, Amanda! - Minha sogra disse.
- Não ligo, não! - Ri.
Rafael me encheu tanto que eu fui passear com ele pelas ruas calmas do bairro de Campo Grande.
Queria esperar o Luan mas meu filho sempre foi impaciente. Bruna até o chamou para ir no shopping com ela e suas primas, mas ele recusou, queria ficar comigo.
Dei um sorvete pra ele antes do almoço, de tanta insistência também e fomos para uma pracinha.
- Tá se sujando todo, filho! - Me abaixei para limpar sua camisa, quando senti alguém esbarrando em mim.
- Desculpa, moça! - Reconheci a voz e me levantei.
- Pedro?
- Amanda? Não acredito! É você mesma?
- (risos) Sou eu! - Ele também riu e me abraçou. 
- Achei que nunca mais te veria. 
- Eu também achei...Como vai a vida?
- Bem. Quase o de sempre, o que muda agora é que tenho uma filha e uma esposa.
- Sério? Quantos anos sua menina tem?
- Gisele. Tem um mês de vida! - Ele riu.
- Mentira! Parabéns, papai! - Voltei a abraçá-lo.
- Obrigado...Pelo visto sua vida também vai muito bem e muito mudada! - Ele olhou o Rafael.
- Um pouco! - Ri fraco. 
- Quando te vi nas capas de revista como empresária e modelo, não acreditei. O mundo da voltas...
- Várias!
- E com um filho do Luan Santana. - Rimos.
- Na verdade, eu namoro ele.
 - Fiquei sabendo. Quero que seja muito feliz, Amanda! Você não sabe o quanto foi especial pra mim!
- Eu também gosto muito de você! Me ajudou demais quando precisei.
- Não...Você não sabe mesmo o quanto eu gostei de você! - Ele me encarou intensamente e eu fiquei sem palavras, até sentir um beijo no rosto e me assustar.
- Estava te procurando, amor!
- Ah...Rafa insistiu tanto, que eu vim passear com ele. - Ele riu, olhando o filho.
- Você é? - Luan olhou para o Pedro e eu me assustei com seu modo de falar.
- O Pedro, meu antigo chefe. Lembra? - O olhei. É claro que ele lembrava.
- Ah, claro! Prazer cara! - Ele foi mais simpático e apertaram as mãos.
- Prazer te conhecer...
- Se mudou pra cá?
- Na verdade minha mulher é daqui, teve nossa filha a um mês e vamos ficar aqui até o mês que vem.
- Ela nasceu aqui? - Ele assentiu. - Minha conterrânea! - Luan riu.
- Prazer te reencontrar, Amanda! Mas eu preciso ir! - Ele beijou meu rosto, mexeu com o Rafa e acenou para o Luan, antes de sair.
- Prazer te reencontrar, Amanda... - Escutei aquela voz forçada e gargalhei. Luan fazia careta. - O que vocês conversaram?
- Tá com ciúmes? - Me virei para ele.
- Claro que não! Só quero saber...
- Sei! - Ri. - Ciumento!
- Olha só quem fala! - Dessa vez ele gargalhou e eu revirei os olhos. - Ela quase me matou ontem por ciúmes, filho e tá me chamando de ciumento. - Ele pegou Rafael no colo, que riu sem entender nada, entretido com o sorvetr que tomava.
- Idiota! - Saí andando atrás dele, que já estava na minha frente.
Almoçamos com a família do Luan e voltamos para São Paulo, no fim da tarde.
Rafael foi dormir, por estar cansado, e Luan já começou a me beijar mais quente. Ele nunca estava satisfeito.
Fomos para o meu quarto, onde rolou mais uma noite de amor. 
Estávamos conversando, ainda despidos na cama quando ouvimos batidas na porta.
- Mamãe, abre logo! Eu tive um pesadelo! - Rafael chorava e eu me levantei rápido.
Me vesti correndo e já ia abrindo a porta, quando me lembrei do Luan.
- Vai ficar pelado? - Cruzei os braços e ele riu.
- Preguiça!
- Se veste, amor...
- Mais um pouco eu não deixava você abrir essa porta não, amor! - Ele riu.
- Para de bobeira! Ter filho é isso, querido! - Abri a porta, quando Luan acabou de colocar sua cueca.



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Lembrando que a meta é de 15 comentários, caso alguém 
tenha esquecido. Eu já to de férias desde semana passada
agora só depende de vcs pra ter capítulos tds os dias :)
Espero que estejam gostando. Eu tô cheia de ideiaas!!
Mas qm quiser também dar ideias, a vontadeee e eu agradeço rs Bjjs!



sábado, 12 de dezembro de 2015

Capítulo 60 - Atrasada






Tinha chegado o dia do casamento do primo do Luan e eu estava uma pilha. Eu tinha um ensaio fotográfico ali em São Paulo, só algumas horas antes. Luan estava de bico a semana inteira por causa dessa história, mas a empresa só podia fazer as fotos naquele dia e eu não queria recusar, já estava tudo certo, já tinham até me pagado metade do cachê. Estava começando a gostar de tirar fotos.
Mas mesmo assim prometi a Luan que iria naquele casamento com ele, mesmo sabendo que teria que correr muito. 
Quando deu duas horas da tarde eu liguei para ele. Estava a procura de uma ideia na minha casa com o Dani, e eu consegui uma.
- Fala, Amanda. - Revirei os olhos.
- Olha, você passa aqui ás três e pega o Rafa, eu vou pra Campo Grande em um voo de seis horas.
- Sério que não vai comigo?
- Amor, colabora comigo, por favor!
- Eu já não gosto dessa história de fotos. - Respirei fundo. Eu não queria brigar com ele.
- Então está certo?
- Fazer o que? Você vai chegar muito em cima.
- Você me disse que o casamento seria ás oito. Eu vou me arrumar rápido.
- E vai...
- Então, você vai cedo pra curtir a família.
- E eu queria que curtisse comigo!
- Não vamos dormir lá?
- Vamos!
- Então temos todo tempo do mundo pra isso.
- Tá bom, Amanda. Me convenceu! - Sorri aliviada. - Vou te passar o endereço da casa que ficaremos por mensagem.
- Tá, você vai está lá, não é?
- Claro que sim! - Ele riu, sabendo que eu tinha vergonha.
Nos despedimos e eu corri para arrumar Rafael e suas coisas.
O Dani mesmo foi levar meu filho no aeroporto, quando Luan me ligou dizendo que já estava lá e eu fui com a Larissa tirar as fotos. 
Estávamos quase uma hora adiantada, mas pensei que chegando cedo tudo adiantaria também e foi isso mesmo que aconteceu. Não demoramos nem meia hora pra comerçamos o ensaio. Foi só o tempo de me arrumarem, o que fizeram com agilidade.
- Seu cabelo está diferente. - A fotógrafa simpática, disse.
- Eu clareei um pouco ontem. Ficou bom? - Passei as mãos pelos mesmos.
- Ficou ótimo! - Ela sorriu e nós continuamos as fotos.
Quando acabamos, saí correndo dali e fui para casa pegar as minhas coisas. Já estava tudo organizado.
Lari foi comigo até o aeroporto o trânsito não me ajudava nem um pouco e pra piorar, o voo atrasou quase quarenta minutos. Luan me mataria. Eu pensava.
Quando enfim o avião decolou eu aproveitei pra só retocar minha maquiagem, já adiantaria bastante.
Fiquei com a maquiagem do ensaio mesmo, estava linda. Meus cabelos também estavam como eles tinham arrumado.
Quando cheguei em Campo Grande, consegui achar um táxi rápido e falei o endereço de onde eu estava indo. No caminho, recebi uma mensagem do Luan.
" Estamos indo pra igreja, se ainda for vir, tem uma chave reserva do lado direito de um vaso de flores grande."
Bufei, ele estava com raiva. Tinha feito de tudo para não brigarmos e de nada adiantou.
Encontrei a chave da casa e realmente estava vazia. No relógio da cozinha, marcava quase oito horas.
Eu estava mega atrasada.
Me troquei super rápido e avistei um táxi do outro lado da rua.
Luan tinha me mandado o endereço da igreja também.
Assim que cheguei, vi que os padrinhos ainda entravam. Salva pelo atraso da noiva.
Procurei Luan com olhos e demorou até eu o encontrar bem na frente, com sua família, Rafael
e conversando sorridente ao lado de uma mulher bem bonita. Morena dos olhos verdes.
Bufei internamente e fui discretamente até onde estavam.
Me deram espaço para eu me sentar ao lado do Luan. Acenei para todos rapidamente.
A noiva entrava e ele olhava, nem percebeu minha presença, mas quando ela chegou ao altar, cheguei mais próxima de seu ouvido.
- Oi... - Ele se assustou e se virou. - Achou que eu não viria?
- Achei. - Foi tudo que ele disse e eu não insisti.
Ele continuou um papo baixo, com a moça que estava do seu outro lado e meu filho me pediu colo, para olhar tudo melhor. Até que percebi que falavam de mim.
- Não sabia que estava junto com a mãe do seu filho. - A moça falava.
- Estou. - Luan sorriu torto.
- Tem pouco tempo, não é?
- Tem sim! - Eles pararam de falar e começaram a prestar a atenção no casamento, enquanto eu me mordia de raiva.
Quando acabou tudo e fomos para a festa, Luan me apresentou aos parentes que eu ainda não conhecia. À família dele era enorme. Me apresentou também para alguns amigos, mas continuou a me ignorar um pouco. Até que eu me irritei com isso.
- Não aguento mais isso, Luan. - Bufei baixo.
- Eu disse que isso não daria certo...
- Mas deu! Eu cheguei, não cheguei? Você é insuportável. Poxa! Eu fiz o maior esforço.
- Era pra ter cancelado tudo e ter vindo comigo. Ou não precisava nem vim já que era tanto esforço!
- Grosso! - Bufei. - Acontece que meu mundo não gira só em torno de você. E já que está com uma ótima companhia, pelo o que vi, fica com ela! - Dei as costas e fui até a mesa da sua família.
Me sentei ao lado da Glória, que sorriu pra mim.
- Está tudo bem? - Apenas assenti.
- Tem uma pessoa aqui morrendo de sono! - Meu sogro chegou com Rafa e eu ri.
O peguei no colo e meu filho dormiu na mesma hora.
Fiquei a festa inteira daquele jeito, comendo, mexendo no celular e olhando de longe Luan com a garota da igreja. Ele tinha seguido meu conselho. Revirei os olhos e voltei a olhar para a tela do meu celular.
Postei uma foto que a Ana, minha fotógrafa do dia, tinha me mandado em poucos minutos.
Sim, eu estava postando foto em rede social em plena festa de casamento.


Amanda lisa? Só hoje, calma! Haha Já já tá nas bancas esse ensaio lindo! 😘

Depois de horas, liberaram a pista de dança e eu vi Luan dançando, estranhei, mas logo entendi quando vi ele bebendo sem parar. Só assim ele se soltava.
Vi ele se aproximando e fingir olhar o outro lado.
- Amanda... - Ele se abaixou na minha frente.
- O que foi? - Fui dura.
- Eu não quero brigar com você. Vamos ficar juntos? Dançar?
- Tarde demais, me deixou sozinha a noite toda. - Ele me olhou arrependido.
- Desculpa, meu amor...
- O que é? Sua companhia foi embora?
- Isso é ciúmes? Se for nem precisa! Ela é só uma velha amiga, é casada e tem um filho.
- Isso não quer dizer nada! - Virei a cara.
- Acha mesmo que eu te trairia, ainda mais aqui, Amanda? - Ele se levantou bufando. - Me desculpa pela briga, vai? - O olhei.
- Luan se eu fosse você, não deixava nunca mais uma moça tão linda assim sozinha. - Glória, que observava nossa discussão, disse e eu sorri.
- De jeito nenhum, Gogó! Hoje eu fiz burrada! - Ele passou as mãos pelos cabelos.
- E está bebendo demais! - Olhei para ele seria.
- Eu paro! - Ele me olhou com uma carinha de dar dó e eu não aguentei e ri.
- Vai dançar, Amanda, eu fico com o Rafa! - Olhei para Glória.
- Tem certeza? Não quero te incomodar.
- Pode ir tranquila! - Ela pegou meu filho dos meus braços e Luan estendeu sua mão para mim.
- Juro que é rápido! - Sorri para ela, antes de pegar a mão do Luan.
Por mais que ele fosse um idiota eu não conseguia ficar muito tempo longe dele.




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A Amanda deu conta de tudooo! Kkkk 
Teve briguinha, como já prevíamos. 
Mas acho que não imaginavam que acabaria tão rápido e dessa forma.
Eles não conseguem ficar separados. Fofos! Kkk
Espero que estejam gostando. Bjão!



segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Capítulo 59 - Temos um problema





Acordei em uma segunda-feira preguiçosa e com saudades do meu namorado, que eu não via á uma semana. Olhei meu celular antes mesmo de me levantar e me deparei com uma mensagem do Luan.
Sorri, quando li que ele voltaria naquele dia mesmo, logo após o almoço.
Enfim me levantei e olhei ás horas, me assustando. Já passava de uma da tarde.
Fui até a cozinha para almoçar, de pijama mesmo.
- Bom dia, Joana! - Falei e ela riu da minha empolgação.
- Boa tarde, dona Amanda!
- Ninguém veio me procurar? - Me sentei.
- Não, o senhor Daniel que deixou recado. Disse que hoje ele vai ter que sair é não vai poder treinar.
- Aleluia! - Ri. - E Rafael?
- Saiu com a Neyde. - Assenti.
- Ele já almoçou?
- Já sim! - Ela colocou o almoço na mesa para mim e eu comi.
- Se Larissa ligar, diz que eu não vou pra empresa hoje. Vou ficar com o meu amor. Manda a Neydinha levar o Rafa lá, quando chegarem. - Sorri para ela, que retribuiu.
Me troquei e fui para casa do Luan, torcendo para que ele já estivesse lá.
Cumprimentei minha sogra, que me recebeu sorridente e falei com meu sogro, antes de subir até o quarto do Luan. Ele mexia em seu celular só de cueca na cama, com o ar ligado no último.
- Que folga é essa? - Entrei rindo e ele riu.
- Que saudade do meu amor! - Me puxou para cima dele e eu o beijei.
- Eu também estava morrendo! - Passei a mão por seus cabelos bagunçados.
- Cadê nosso baixinho?
- Adivinha?
- Parquinho! - Rimos.
- Em cheio!
- Um dia vamos nós três em um parque digno. Ele vai pirar! - Assenti.
Ficamos namoramos por longos minutos e o clima até esquentou, mas eu tive que cortar o barato dele, já que estava de tpm.
- Meu safado! - Selei nossos lábios.
- Cortou meu barato. - Fez careta. - Quando isso acaba?
- Para, Luan! - Bati em seu ombro e me levantei de cima dele.
Não demorou pro Rafael entrar correndo no quarto gritando, nos fazendo ri.
Sua mãe foi avisar que algumas pessoas da sua produção tinham chegado eu estranhei, mas Luan me explicou que teria uma twitcam. Esperei que ele se trocasse e nós três descemos.
Nos sentamos na área de fora, enquanto preparavam tudo, com dificuldade.
Eu tive que ir ajudar a Juliana, que conversou bastante comigo e consegui ativar tudo.
Juliana saiu correndo da frente do computador e eu faria o mesmo, se Luan não me segurasse pelo braço. Ele se sentou aonde eu estava e me puxou para o seu colo.
- Luan! - Falei vermelha de vergonha e ele gargalhou.
- Fica aqui comigo, ou! - Ele me ignorou e começou a ver o que falavam. - Oi, gente! Esqueci de falar com vocês! - Ele acenou rindo e eu o acompanhei. - Resolvi vir fazer essa surpresa pra vocês, gostaram? Semana que vem tem música nova! - Ele começou a mandar beijos. - Ah e essa aqui é a Amanda, vim apresentar os amores da minha vida formalmente. - Sorriu, enquanto eu o encarava com um sorriso no rosto também. - Ela não fala porque é muda! - Ele brincou, fazendo careta e eu ri.
- Oi, gente! É que eu sou um pouco tímida. - Coloquei as mãos no rosto e Luan riu.
- Quem vê assim até pensa. - Cutuquei ele. - Aí...verdade! Pra fazer foto sensual ela não tem vergonha.- Ele leu um comentário do tipo rindo. - Diz pra ela que ficou linda...Ela já tá vendo! - Riu.
- Obrigada, mas eu tive vergonha sim!
- Chega de falar disso! - Luan mudou de assunto e eu ri.
- Ele nem é ciumento. - Revirei os olhos. Estava me soltando.
Fiquei ali, no colo do Luan, até o final. Até respondi algumas coisas e no final, chamamos o Rafa para dar um "oi". Lotou de comentários e muitas meninas dizendo que esperariam para se casar com ele, nos fazendo ri.
Quando terminou suspirei aliviada, apesar de ter curtido.
- Que vergonha! Deixa você comigo, Luan! - Ele riu e beijou meu rosto.
- Foi bom pra eles te conhecerem melhor, Amanda! - Arleyde disse sorrindo e eu assenti sem jeito.
Ainda não me acostumava com ela me tratando tão bem.
Fizemos um lanche na casa do Luan e me despedi dele para tomar um banho.
- Não demora, amor! - Assenti. Iríamos para um show de seus amigos.
- Eu quero ir também! - Rafael se intrometeu nos fazendo ri.
- Quer ir nada! Depois dos 18 só! - Luan disse e ele fingiu ficar triste.
Dei um banho no meu filho primeiro e logo depois tomei o meu.
Me arrumei e não demorou muito para minha campainha tocar.
Quando chegamos, o show tinha acabado de começar, então fomos até a lateral do palco, para assistir o mesmo.
Luan foi parado muitas vezes até chegarmos no palco. Não sei como ele aguentava mas tirava tudo de letra.
- Está gostando? - Ele sussurrou no meu ouvido.
- Amando, eles são muito bons!
- São é? - Luan brincou e eu o abracei pela cintura rindo.
- São, mas não melhores que um certo cantor aí! - Rimos e voltamos a assistir o show agarradinhos.
Claro que Luan fez sua participação especial em uma música, no fim do show.
Fomos até o camarim dos meninos, quando o show acabou, que foram uns amores comigo.
Eles e o Luan pareciam crianças implicando um com o outro. Me contaram que eram amigos de infância. Douglas e Marquinhos, o nome da dupla. Eu ri muito com as palhaçadas deles.
Nos convidaram para curtir o DJ, que teria no camarote e nós aceitamos.
Me soltei muito naquele dia, bebi com os meninos e conversei bastante com os amigos do Luan.
Só tinha eu e a namorada do Marquinhos de mulher, que por sinal também era muito gente boa.
Eu e Luan voltamos para casa quase cinco da manhã e dormimos juntos.
Acordei no outro dia com o peso do Luan em cima de mim e me levantei sem acordá-lo.
Fiquei brincando com o meu filho na sala e almoçamos, quando deu meio dia.
Luan acordou quase três horas da tarde e eu e o Rafa, já nos preparávamos para fazer o lanche da tarde.
- Não quer almoçar, amor? - Perguntei e ele negou, enquanto se sentava ao meu lado.
- Vou comer pão com vocês...Amor, é semana que vem o casamento.
- Que casamento? - Falei de boca cheia.
- Amor, do meu primo! Eu te falei no começo da semana.
- Ah sim! Tinha me esquecido. Tenho que comprar roupa.
- Eu passo aqui pra pegar vocês no jatinho. - Assenti.
Daniel entrou me gritando e Luan fez careta, me fazendo ri.
- Oi, boy...Luan!
- Você tá dando muita pinta ultimamente, cara!
- Pra você ver que não precisa ter ciúmes de mim. - Ri deles. - Amanda, Larissa mandou dizer que seu ensaio fotográfico foi adiado.
- Cadê ela, em?
- Tá com um boy aí... - Ele riu.
- Sério?
- Tô falando, sério. - Neguei rindo.
- Mas que dia vai ser o ensaio agora?
- Na quinta...
- Quinta? Quinta é o casamento do meu primo, Amanda.
- Mas vai ser que horas?
- Vou passar aqui pra te pegar ás três.
- E o ensaio, Dani?
- Ás quatro. Acho que temos um problema! - Daniel fez careta e eu olhei Luan, que me encava sério.
- Eu vou dar um jeito!
- Espero mesmo, Amanda! Eu espero! - Ele voltou a comer, dessa vez sério.
Suspirei.




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Temos um problema mesmooo!
Vcs acham que a Amanda resolve? Ou deixa de ir em alguma coisa? :x
Só vão saber no próximoooo kkkk bjs!