segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Capítulo 76 - Complicações



Os meses se passaram voando e quando me dei conta já estava no dia que eu e Luan tanto esperávamos. Já com quatro meses de gestação, iríamos descobrir o sexo do nosso bebê.
Luan chegou direto do show de manhã e já logo fomos para o consultório.
- Tá cansado? - Perguntei e ele assentiu, deitando a cabeça em meu ombro.
Meu motorista que nos levava, já que Luan morria de sono.
- Tô virado... - Ele bocejou.
- Eu podia ir sozinha, enquanto você descansava.
- E não poder ver meu filho? Nunca! - Ri dele.
- Você não ia perder nada, amor, quando eu chegasse iria te falar.
- Não, amor...Não quero perder nada desse bebê, você sabe porque. - Suspirei.
- Eu confesso que estava com medo, mas agora com você do meu lado é tudo tão diferente.
- Me desculpa por tudo no passado...Já te disse que se eu pudesse.
- Mas você não pode, ninguém pode, amor! Do que estamos reclamando afinal? Estamos juntos, o que era algo quase impossível. Estamos aqui depois de tudo, esperando outro bebê. Tem noção? Parece um sonho!
- Parece mesmo...As coisas andam tão depressa. Parece que eu te conheci ontem. - Rimos.
- E eu que nunca imaginei que namoraria e teria filhos com um cantor que eu conheci no corredor de um dos hotéis que eu trabalhava.
- Parece filme... - Ele voltou a deitar a cabeça no meu ombro.
- O príncipe e a plebéia. - Brinquei.
- Nunca! Tá mais pra princesa e o caipira! - Ri ele selou nossos lábios.
Pegamos um bom engarrafamento e Luan aproveitou para dormir até chegarmos.
- Preparados? - Doutora Ana falava, enquanto passava o gel na minha barriga.
- Mais que preparados! - Respondi rindo.
- Doutora, achei a barriga da Amanda muito pequena. - Luan falou.
- Não está, Luan. Vai de mulher pra mulher, a dela pode crescer menos ou crescer bastante só mais pra frente.
- Entendi...
- Tudo certo, papai? - Ela riu e Luan assentiu. - Papai de primeira viagem?
- Pior que não! - Ri. 
- Ah, você já tem um filho, não é, Amanda?
- Tenho sim...
- Então já sabe como tudo funciona.
- Sei sim, tô tranquila. - Sorri.
Depois de alguns minutos, finalmente minha médica disse o que tanto esperávamos.
- É uma menina!
- Sabia! - Luan disse rindo.
Nunca vi ele tão feliz.
Escutamos o coração do nosso bebê e ele até chorou. Um Luan completamente derretido estava na minha frente. Logo ele que quase nunca chorava na frente dos outros.
Saímos dali felizes e almoçamos na casa dos pais do Luan, onde nosso filho já nos esperava.
Contamos para eles, que também adoraram a notícia. Seria bom ter um casal.
Aquele dia foi feliz até eu adormecer e acordar no meio da noite com dores fortes na barriga e na cabeça. Acordei Luan quase chorando, já que eu dormia com ele em sua casa.
- O que foi, amor?
- Eu tô passando muito mal. - Ele se levantou rápido e em questões de segundos eu já estava no carro.
Luan ligou pra minha médica no caminho, que chegou junto conosco.
Depois de me examinar e me medicar, ela pediu minha internação e mandou eu ficar calma.
Depois de alguns minutos, ela voltou com o Luan.
- Ta tudo bem, amor? - Ele beijou minha testa.
- Agora está...Fica calmo!
- O que ela tem, doutora? - Ele ignorou meu pedido.
- Bom, ela está com a pressão muito alta. Amanda eu vou te passar uma nova dieta e daqui pra frente você vai ter que se cuidar muito. Repouso absoluto até o fim da gestação, quando marcarmos a cesárea.
- Cesárea?
- Vai ter que ser na sua situação, a gente não pode correr o risco. 
- Mas por que minha pressão subiu? 
- Eu também me assustei, você não tem nenhum problema de saúde, está no peso ideal. Tem alguém na família?
- Minha mãe teve na minha gestação! - Me lembrei.
- Só pode ser, Amanda. Mas fica tranquila, agora o que você mais precisa é tranquilidade. Sua pressão vai controlar com os medicamentos e pode até voltar ao normal, mas se voltar você vai continuar com a mesma dieta e o repouso. Ela pode subir de novo no fim da gestação e até na hora da cesárea, o que nós não queremos.
- Tem risco? - Luan perguntou nervoso.
- Não vou mentir pra você, Luan. Tem riscos sim, mas também dá pra dar tudo certinho. Se a Amanda seguir o que eu falar ela vai passar essa fase tranquilamente. À pressão alta costuma dar em mulheres mais velhas,com algum problema de saúde ou obesas e ela não tem nada disso, então é só seguir tudo certinho!
- Ela vai seguir...
- Claro que vou, amor! - Um sono terrível me pegou e a doutora saiu do quarto.
Só senti Luan selar nossos lábios e meus olhos pesaram.
Acordei pela manhã e ele me olhava atento e visivelmente preocupado. 
- Fica calmo! - Foi a primeira coisa que eu disse.
- Só vou ficar quando nossa filha nascer! Você que tem que ficar!
- E eu estou...
- Ótimo! 
- Vai ficar tudo bem. Você nem dormiu, não é?
- Não.
- Sabia. Eu te conheço! Vai comer pelo menos!
- Depois.
- Luan! 
- Ta bom! - Ele revirou os olhos. 
- Quando vamos embora?
- Daqui a pouco!
- Graças a Deus! - Ri. Eu queria tranquilizá-lo mas não estava adiantando.
Fui liberada, assim que Luan voltou da lanchonete do hospital.
A doutora me recomendou várias coisas e ainda repouso absoluto. 


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Ooi! Não vou nem falar nada sobre este acontecimento. Kkk
Gente, dividi esse capítulo em dois em uma tentativa de prolongar a fanfic hahha
Beijos e até o próximo! 


sábado, 16 de janeiro de 2016

Capítulo 75 - Traição? + Surpresa




Respirei fundo e me aproximei de Luan e da Flávia, que já estava próxima demais dele, na verdade, ela lhe beijaria se eu não tivesse interrompido.
- Luan? - Falei alto e os dois se afastaram.
- Adora interromper às coisas, não é? - Ela falou.
- Interromper o que? - Cruzei os braços e ela riu.
- Você sabe...
- Sabe o que, Flávia? Não inventa às coisas! Você pediu pra ser só minha amiga e eu iria concordar com isso, agora não vem colocar coisas na cabeça da Amanda!
- Mas eu nem ia falar isso, Luan!
- Biscate! - Falei com ódio e ela voltou a ri.
Qual era o problema daquela mulher?
Eu não sei o que deu em mim, só me dei conta do que fazia, quando já estava em cima dela lhe estapeando.
- Amanda! - Senti as mãos do Luan me afastando e logo o Max entrando na cozinha e também segurando a Flávia.
- Me solta! Eu vou dar o que essa galinha merece!
- Para...Max, leva ela daqui? Por favor, vai embora, Flávia! E não me procura nunca mais, tá? Você só tá trazendo confusão pra minha vida. Eu amo a Amanda e ninguém vai me separar dela. Eu não queria ser grosso, mas esse é o único jeito de você me ouvir! - Os olhos dela se enchereram de lágrimas e ela se soltou do Max, saindo dali batendo o pé.
- Alguém ouviu? - Luan perguntou para o seu tio.
- Não...Eu já tava vindo pra cá.
- Ótimo! Se alguém perguntar diz que eu já desço. - Max assentiu e saiu dali.
Me soltei do Luan e voltei para o seu quarto.
- Me deixa sozinha? - Me sentei na cama, assim que ele entrou.
- Não...Amor, por que agiu assim?
- (risos) Por que eu agi assim? Você não ouviu tudo que aquela biscate estava insinuando desde que chegou aqui? Ou melhor...Desde que veio te visitar.
- Eu ouvi, ela tava querendo te provocar e conseguiu. Você perdeu a cabeça!
- Claro que perdi! Qualquer um perderia. Ela iria te beijar, Luan! Você tem noção? Se isso acontece, eu nem sei o que faria com os dois.
- Os dois, por que? Você viu que eu tava me esquivando!
- Eu vi sim...Vi também que você não deu um fora decente nela desde que ela chegou nessa casa me ofendendo, me chamando de empregada. Nada contra as empregadas, muito pelo contrário, é a profissão que eu mais dou valor, mais que um médico. Eu já fui uma sim, com orgulho, minha mãe também, mas tá na cara que ela disse isso por causa da minha cor, do meu cabelo...
- Eu sei que ela exagerou. Eu só não queria ser muito grosso!
- Tá...
- Eu sou uma pessoa pública, Amanda.
- Eu sei muito bem disso e nunca reclamei, pelo contrário. Mas não tem que concordar com tudo só por isso! Tem coisas que precisam de um basta.
- Me perdoa? - Ele se ajoelhou entre as minhas pernas e eu comecei a chorar. - Por favor, amor, não chora por isso. Ela não merece uma lágrima sua!
- Que ódio que eu tô! Você não me traiu com ela, né?
- Tá doida? Eu nunca faria isso com você, Amanda!
- Mas ela é bonita e como ela mesma disse, faz o seu tipo.
- Quem faz o meu tipo é você. A única no mundo!
- Mas...Vocês estavam tão próximos...
- Por favor, amor, para de pensar essa besteira. Eu não vou te trair nunca! Eu nunca vou jogar nossa história tão linda e pura no lixo, sujar com uma coisas dessas. Traição pra mim é quase que um crime!
- Desculpa...Eu acredito em você! - Sussurrei, encarando o chão.
- Não, desculpa eu, tá? Por ter sido um trouxa e ter deixado aquela mulher te tratar daquele jeito.- Ele me puxou para um abraço e eu cedi.
- Tudo bem, vai. Você também não tem culpa de algumas pessoas serem assim.
- Nunca mais dou essa liberdade pra ninguém...
- O que me dá mais ódio foi as coisas que ela me falou aquele dia aqui, sabe? Por que ainda existe esse preconceito no mundo? Me olhava com desdém e disse que não imaginava que você tinha esse gosto...Que gosto? Só por que você é branco e eu não? Só por que meu cabelo é diferente do seu? Por que somos completamente diferentes?
- Ei, ninguém é igual! - Ele limpou minhas lágrimas. - Não achei que tivesse ficado tão chateada!
- Mas fiquei. Não demonstro, mas sempre fico nessas situações. 
- Você é linda, aliás a mulher mais linda que eu já conheci! Por isso é a mãe do meu filho! - Ele riu e eu sorri. - Sua cor é linda, seu cabelo nem se fala e você tem uma coisa que esse tipo de mulher que nem a Flávia não tem! Beleza por dentro, de coração bom e puro!
- Não sabia que falava tão bonito assim! - Ri fraco e ele me acompanhou.
- Eu faço qualquer coisa por você...Vem aqui! - Se levantou e me puxou junto para um outro abraço, e um beijo lento, em seguida. - Tem outra coisa também que você tem e ela não.
- O que? - Sorri, enquanto ele acariciava minha nuca. - Esses olhos lindos, que fazem os meus se perderem aí dentro.
- (risos) Bobo!
- Eu tô falando, sério...Parece um mar, sabia? Um mar que eu quero morar pra sempre!
- E vai! - Puxei-o para outro abraço. - Tenho uma coisa pra te contar! - Respirei fundo.
- O que é?
- Quando a gente brigou, assim que você saiu do hospital, eu andei passando um pouco mal...
- Sério? Por que não me disse, amor?
- Estava criando coragem!
- Pra quê?
- Eu...Tô grávida!
- Oi? Como assim, amor?
- Eu tô grávida de um filho seu, Luan...De novo! - Fiquei apreensiva já que Luan não demonstrava nenhuma expressão. 
Demorou alguns segundos até a ficha dele cair.
- Eu vou ter outro filho?
- Sei que não foi nada planejado de novo, mas vai sim! E aí?
- E aí, o que?
- O que você achou?
- Eu achei...A melhor notícia que eu recebi nos últimos dias! - Sorri aliviada e ele me abraçou. - Eu não acredito! Era um sonho meu ter outro filho com você, e dessa vez te acompanhar, te ver barrigudinha! - Ele levou a mão até a minha barriga.
- Eu pensei que não gostaria da notícia.
- Como eu não vou gostar de saber que outro pedacinho nosso tá crescendo dentro de você? É tudo que eu mais quero. É fruto do nosso amor!
- Sem dúvidas! De muito amor...
- Muito! Que ainda vai durar por muito tempo! - Ele me beijou.
- Vamos descer? - Interrompi o beijo rindo.
- Vamos! Quero contar pra todo mundo. O Rafa já sabe?
- Não...Só a Larissa!
- Ótimo! - Voltamos para perto de todos de mãos dadas.
Luan não se aguentou e já quis dar a notícia.
- Gente...Eu e a Amanda vamos ter outro filho! Ela tá esperando um bebê! - Todo mundo ficou muito surpreso, mas logo começaram a gritar.
Agora aquele churrasco já era motivo de comemoração pra outra coisa.
Todos me foram me abraçar, inclusive meus sogros e minha cunhada.
- Eu amei a notícia! - Ela me surpreendeu e eu ri.
- Que bom, Bruna!
- Tô torcendo pra vir uma menina e com o cabelo bem lindo, igual o da mãe pra eu fazer vários penteados! - Ri.
- Sai, Piroca! Não vou deixar você levar minha filha pro mau caminho! - Luan me abraçou rindo.
- Filha? - Sorri.
- Tenho certeza de que é uma menina. Eu sei que vai me dar trabalho se for parecida com a mãe, mas eu me acostumo! - Ri da palhaçada dele.
Eu me sentia tão feliz. Mais uma vez uma gravidez não planejada e por isso demorou um tempo pra eu contar pro Luan. Aquilo era um pouco traumatizante. 
Mas agora seria tudo diferente e eu ia curtir cada segundo da gravidez ao lado do homem da minha vida e pai do meu segundo filho.

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E aí, meu povo? Quem imaginava essa bomba agora? Kk
Esse título foi pra assustar vocês haha
Espero que tenha conseguido surpreender vocês!
Acho que dessa vez a Flávia se tocou, só precisava de um empurrão do Luan.
Espero que estejam gostando! Tá acabando :(  Beijãooo! s2

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Capítulo 74 - Nova amiga?




- Me dá aí pra você atender sua nova amiga! - Peguei a taça que ele tomava sorvete, já vazia e saí dali.
- Eu posso subir, fofinha? - A tal da Flávia me parou, assim que cheguei na sala.
Aquela voz irônica dela me dava nos nervos.
- Sobe! - Falei com desprezo e segui para cozinha.
Respirei fundo ali, tentando me controlar.
- Não acredito que você tá aqui, Amanda! Sobe lá. - Bruna chegou me assustando.
- Eu não... - Resmunguei.
- Mas é muito pata, mesmo! Anda, vai lá e não deixa aquela piriguete sozinha com meu irmão. - Ela me empurrou pelas costas, até a porta da cozinha.
Respirei fundo e fiz o que ela falou.
Entrei no quarto e a mulher se assustou, se afastando do Luan.
- Nossa, não bate antes de entrar? - Ela falou.
- Não, o quarto é seu? 
- É assim que seus empregados falam com você, Luan?
- O que? Repete que eu não ouvi direito! - Me irritei.
- Gente, para! - Luan falava assustado, com dificuldade.
Ele estava bem rouco. - Flávia, a Amanda é minha namorada e trate de respeitar ela, porque se não respeitam a minha namorada na minha casa, não é bem-vindo aqui.
- Ah, me desculpa! Eu não sabia!
- Larga de ser sonsa, garota. Claro que sabia!
- Não sabia! Pra mim o Luan tinha gosto melhor pra escolher namoradas. - Ela me analisou por inteira. Que garota abusada.
- Gosto melhor? Tipo você? - Ri. - Que não passa de uma pi...
- Para! - Luan me interrompeu, enquanto eu bufava. - Flávia, é melhor você ir embora.
- Eu vou! Mas volto quando essa daí não estiver.
- Experimenta! - Ela se levantou e saiu do quarto esbarrando em mim. - Esse tipo de gente que você se envolve? - Olhei para Luan.
- Amor, ela é maluca!
- Mas eu também viro, Luan! Só ela continuar me provocando. Bom saber os tipos de amigas que você anda tendo.
- Ela não é minha amiga, eu só conheci na balada e essa doida parece que me segue agora!
- Conheceu aonde? - Ele suspirou. - Ela não era amiga do Sorocaba?
- Amor...
- Bom saber também que você anda mentindo pra mim! - Saí do quarto irritada, deixando ele me chamando e fui pra casa.
Depois até me arrependi um pouco, de deixar ele lá recém operado, mas ele sabia perfeitamente como me irritar e fazia isso.
Os dias foram se passando e naquela semana eu só ia ver o Luan enquanto ele dormia durante o dia. Eu não estava com cabeça pra falar com ele, e ainda estava com raiva.
Depois de um mês eu havia feito as pazes com ele, mas ainda não era a mesma coisa. Uma coisa que eu odiava era mentiras.
A voz do Luan finalmente tinha voltado ao normal e ele voltaria a fazer seus shows.
Seu pai e amigos organizaram um churrasco de comemoração, um dia antes de seu primeiro show, depois da cirurgia.
Eu fui pra empresa e quando voltei, já tinha bastante gente na casa do Luan.
- Tudo bem? - Lhe abracei e ele assentiu um pouco tenso, estávamos na cozinha. - O que foi? - Ri.
- Nada, por que?
- Tô te achando tenso.
- É que...
- Lu...Ah, a namoradinha chegou! - Ouvi aquela voz e não acreditei.
Me virei e fiquei sem expressão.
- Entendi! - Murmurei.
- Amor...
- Eu vim na paz, tá...Amanda, não é? - Ela se aproximou e eu não lhe respondi. - Seja um pouco mais educada.
- Se você continuar no meu campo de visão, eu te vou mostrar de verdade o que é falta de educação. 
- Por favor! - Luan lhe olhou e ela saiu rindo. 
- O que essa vaca tá fazendo aqui, Luan?
- Eu não tive culpa, amor. Ela chegou e não tinha como eu expulsar a moça.
- Quem trouxe ela?
- O Marquinhos, talvez estão até juntos!
- Mesmo se tiverem, eu sei bem quem ela quer.
- Para! Vamos curtir? Por favor!
- Só ela não me contrariar. - Fomos para varanda, onde todos estavam e eu falei com todo mundo, mas fiquei um pouco diferente com o Marquinhos.
Ele sabia que o Luan tinha namorada e como se já não bastasse ter dado o número do Luan pra outra mulher, ele levou ela até a casa dele.
Ficamos na mesa todos juntos e com ele eu só falava o necessário e piorou, quando a piriguete se sentou conosco.
- Eu vou ao banheiro, já volto! - Sussurrei para Luan.
Quando eu estava saindo do banheiro, encontrei com Marquinhos no corredor.
- Amanda, quero falar com você!
- Pode falar...
- Eu sei que deve estar chateada comigo pela Flávia e vim te pedir desculpas, me arrependi de ter trago ela, mas é que eu estou a fim dela. - Ele disse sem graça. - Ela pediu pra vir...
- Você deve saber porque ela pediu pra vir.
- Eu sei! Ela quer dar em cima do Luan. Me desculpa mesmo!
- Tudo bem, vai. Só não faz mais isso, pensei que gostasse de mim.
- E eu gosto, Amanda! Você é uma mulher que eu admiro, gosto de você e acho que você faz um bem danado pro Luan. Quero ser padrinho do casamento. - Ele riu e eu lhe acompanhei. - Me desculpa?
- Desculpo! - Ele me abraçou e nós voltamos para junto de todos.
Até que a Flávia não fez mais nenhuma graça e eu até estranhei.
Mas quando o almoço saiu, eu fui arrumar meu prato e ela se sentou do outro lado do Luan, mas meu filho estava junto.
Quando voltei, vi Rafael mostrando a língua para ela e Luan brigando com ele, me fazendo ri.
- Que feio, filho. - Luan dizia.
- É criança, Luan, mas a mãe podia dar mais educação.
- Sem educação é você que fica em cima de homem comprometido, que não te quer. Se humilhando! Meu filho dá de dez a zero em você, garota!
- Não tô falando...Aposto que o Luan te pegou na periferia e sustenta toda sua família. - Ri.
- Eu vim sim da periferia, como você diz, mas hoje meu mundo é bem diferente. Você que deve ser ferrada e paga de rica. - Luan só olhava para nós duas sem saber o que fazer.
Por enquanto nossa "conversa" era um pouco civilizada.
- Aonde você mora? Qual favela daqui? - Ela riu.
- Moro na casa da frente! - Sorri, voltando a comer.
- Ah, claro! O Luan deve ter comprado...
- Flávia, para? Eu já disse pra respeitar a Amanda! Ela não precisa de um centavo meu e mesmo se precisasse, nem você nem ninguém tem alguma coisa a ver com isso! A gente se ama e isso não vai mudar, para com isso! - Ela ficou sem graça e se levantou irritada.
A sorte que não tinha mais ninguém na mesa, o resto do pessoal estava entretidos com outras coisas.
- Saco! - Bufei.
- Esquece ela, amor! Não merece sua irritação.
- Vontade de matar!
- Nossa, que violenta! - Ele riu e eu bati em seu braço.
- Bruxa ela! - Rafael falou, nos fazendo ri.
O resto do dia foi mais tranquilo. Já no final da tarde, quase todos tinham ido embora.
Fui dar um banho no Rafa, que tinha ficado na piscina e estava morrendo de sono.
Coloquei ele pra dormir na cama do Luan e voltei para onde todos estavam, mas quando cheguei na sala parei com a cena que eu vi. Um ódio fora do comum me bateu.



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E essa nova personagem, gente? Quem gostou dela? Kkkk
Será que ela ainda vai infernizar mais? Tomara que não!
O que será essa cena que a Amanda viu? Acho que muita gente vai acertar.
Até o próximoooo! Beijão!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Capítulo 73 - Resultado






Chegamos no hospital e enquanto esperávamos o médico atender um paciente, Amanda apareceu.
- Você ta bem? - Ela me olhou, se sentando ao meu lado, depois de falar com todos.
- Tô sim...
- Mais ou menos, Amanda. - Minha mãe me intereompeu e eu revirei os olhos.
- Eu te falei pra me avisar se isso voltasse, Luan. Fiquei sabendo pelo Rober esses dias e ele ainda disse que você pediu pra não falar pra ninguém.
- Aquele fofoqueiro...
- Ele tá pior que criança, fugindo de médico. - Meu pai disse.
- Eu deveria ter falado quando você passou mal comigo...
- Para com isso, amor! - Lhe abracei e ela parou de falar.
Logo eu fui chamado e entramos todos juntos, me fazendo revirar os olhos. Eu não era nenhuma criança.
Depois de falar com o médico o que eu vinha sentindo, ele pediu para que eu me deitasse e assim eu fiz, para que fosse examinado.
- Pelo seus sintomas, eu já sabia.
- O que eu tenho doutor?
- Você está com um nódulo na tireoide.
- O que?
- Se acalma, o risco é bem baixo, mesmo se for maligno.
- Eu posso estar com câncer?
- Vamos descobrir com a biópsia que eu vou te passar, mas eu quero que fique calmo porque o câncer de tireoide quase não tem risco.
- Não acredito!
- Eu quero que faça uma biópsia, ultrassonografia e um raio x cervical. Antes de marcarmos a cirurgia, que será necessária.
- Cirurgia?
- Você vai ter que fazer, Luan, e quanto mais rápido é melhor pra você.
- Mas...E minha voz? Meus shows? - Eu não estava acreditando.
- Calma, a recuperação é só por um mês pra ficar tudo cem por cento. Sua voz pode ficar um pouco mais rouca no começo, mas melhora.
- Eu já estou rouco. - Suspirei.
- Mas vai passar...
- E se não passar?
- É muito raro, Luan.
- Mas tem chances...Não tem?
- Muito poucas! - Passei as mãos pelo rosto inconformado.
- Eu posso...Ir tomar uma água?
- Vai, que eu converso com o doutor. - Meu pai falou e eu assenti.
Amanda foi comigo e ficou do meu lado, enquanto eu bebia água.
- Vai ficar tudo bem, amor.
- E se não ficar? - Olhei para ela que suspirou.
- Vai ficar! Cadê aquele Luan que sempre acredita no que quer?
- Não sei. - Encarei o chão.
- Para! Vai dar tudo certo. Você vai fazer essa cirurgia e depois voltar a fazer seus shows e pronto. Sua vida vai voltar ao normal.
- Obrigado! - Lhe abracei, deitando a cabeça em seu ombro, enquanto Amanda acariciava meus cabelos.
Depois de alguns minutos meus pais saíram do consultório e nós fomos para o carro.
- Cadê seu carro? - Perguntei Amanda.
- Pedi pro motorista não me esperar. - Assenti.
- Já marcamos tudo filho, e depois dos exames vamos marcar a cirurgia. - Minha mãe disse.
- Isso é mesmo necessário?
- Você sabe que sim, amor! - Amanda disse calma.
Naquele dia ela e meu filho dormiram na minha casa, na minha cama comigo. Como foi bom matar a saudade deles.
Acordei cedo com um barulho alto no quarto.
- Que horas são ?
- Oito, eu tô indo pra empresa. Esbarrei em um negócio aqui, volta a dormir.
- O que foi? - Me sentei na cama com cuidado para não acordar o Rafa. - Tá com a cara estranha.
- Nada...
- Fala, amor!
- Quem é Flávia? - Ela jogou meu celular em mim.
- Que isso? - Li uma mensagem da Flávia, que falava que tinha adorado nosso dia e adorado me conhecer. Bufei.
Como o número daquela garota foi parar ali e como ela conseguiu o meu?
Só podia ser coisa dos meus amigos.
- Uma amiga do Sorocaba que estava em Floripa com a gente.
- Que?
- Amor, eu passei o dia com os meninos na praia. Ela é amiga deles. - Cocei a nuca
- Você não falou que ficaria lá pra uma festa.
- Não foi festa...
- Não! - Ela riu.
- Amor, é sério!
- Aposto que essa oferecida tava se jogando em cima de você. Tô mentindo? - Não falei nada e ela pegou sua bolsa, irritada. - Vou trabalhar que é melhor.
- Amor...Amanda! - Não teve jeito, ela saiu batendo a porta.
Suspirei e voltei a me deitar ao lado do meu filho.
Mandei uma mensagem brigando com Marquinhos por ter passado meu número para aquela mulher e anotado o dela no meu celular. Sabia que tinha sido ele e insisti até ele confessar.
Falei que tinha brigado com a Amanda por isso e ele me pediu desculpas.
Tinha se passado algumas semanas, já tinha feito todos os exames e minha cirurgia seria no dia seguinte. Eu estava morrendo de medo.
Amanda já tinha me voltado ao normal comigo e eu apaguei o número da Flávia na sua frente.
Fomos para o hospital de manhã para eu me internar e ela ficou do meu lado o tempo inteiro.
Meus fãs já sabiam mais ou menos do que estava acontecendo, mas gravei um video no quarto do hospital mesmo e postei explicando tudo detalhadamente.
O resultado da biópsia já tinha saído e eu já sabia que meu nódulo não era maligno. Ou seja, eu não tinha câncer, o que me aliviou muito.
Ainda estava com bastante medo e com um frio na barriga, porém, um pouco mais tranquilo.
Depois de algumas horas de cirurgia eu voltei bem da anestesia geral, meus pais, Amanda e minha irmã me esperavam no quarto.
- Vocé tá bem? - Minha mãe perguntou e eu só assenti.
- Quero água! - Sussurrei com dificuldade, doía um pouco e eu estava bastante rouco.
- O médico disse que não pode agora. - Amanda falou e meus olhos voltaram a pesar.
Dormi o resto do dia e nem percebi.
No outro dia mesmo, eu tive alta na hora do almoço e nós fomos para casa.
Depois de tomar uma sopa bem fria, eu fui pro meu quarto com a Amanda.
- Tô preocupado com a minha voz. - Me deitei e ela se sentou ao meu lado.
- Não fica! Ela vai voltar ao normal.
- Papai! - Ouvi aquela voz e sorri.
Rafael entrou no quarto correndo e antes que pulasse em cima de mim, sua mãe lhe parou.
Eles dormiram ali comigo, como andavam fazendo e cuidavam de mim como ninguém.
Eu acordei na hora do almoço no outro dia e mais uma vez tomei aquela sopa e de sobremesa, minha mãe me trouxe sorvete. O médico me recomendou muito.
Estava acabando de comer, enquanto o Rafa via um desenho do meu lado e Amanda entrou no quarto.
- Tem visita pra você!
- Quem?
- Flávia! - Olhei para ela assustado.
Não podia ser a Flávia que eu estava pensando. Ela não ousaria...Ou ousaria?
Amanda me olhava com uma cara nada boa.


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Muitos acontecimentos nesse capítulo :O kkkk
Será que é a Flávia que o Luan tá pensando mesmo?
O Luan não tem nada de muito grave também, mas e essa voz dele?
Acompanhem os próximos capítulos!! Bjs!


domingo, 10 de janeiro de 2016

Capítulo 72 - Dias difíceis




- Tá passando! - Ele me olhou pálido.
- Vamos pro médico... - Me levantei.
- Não precisa, amor.
- Luan! Você tá pálido.
- Já disse que não foi nada!
- Mas...
- É sério! Juro que se voltar a acontecer eu procuro um médico.
- Ta bom, vai! Mas vamos embora? - Ele assentiu e eu lhe ajudei a se levantar.
Arrumamos tudo que sobrou dentro da cesta, que Luan tinha levado e voltamos para casa. Claro que eu fui dirigindo, ainda preocupada com ele, mas se ele insistia que estava bem, eu não brigaria.
E pra me distrair fazia gracinhas dizendo estar com medo de andar comigo. Era a primeira vez que eu pegava um carro em São Paulo, mas na hora nem fiquei com medo e Luan foi me guiando, já que aquele caminho era novo pra mim.
Luan insistiu para que eu não falasse nada com seus pais e eu concordei mesmo contrariada.
- Vai descansar, amor! - Falei assim que estacionei em frente a sua casa.
- Eu queria ficar com você...
- Por favor, Luan! Depois você vai lá.
- Tá, vai. Quando eu acordar eu vou lá.
- Se cuida.
- Já disse que não foi nada. Obrigado pela preocupação! - Sorri e ele me beijou.
Acabou que eu também peguei no sono e só acordei nove da noite com a minha campainha tocando.
Era Luan, seus pais, sua irmã, Daniel e Larissa com um bolo pra mim, me deixando muito surpresa.
O dia do meu aniversário não poderia ter terminado melhor, apesar do susto que Luan me deu.
...

Depois que passei mal no aniversário da Amanda, quase todos os dias eu me sentia um pouco mal. Ás vezes sentia um pouco de dor pra comer e estava começando a ficar rouco, mas falei para todos que era uma gripe, o que era mentira. Eu não estava gripado nada.
Amanda me ligava todos os dias perguntando como eu estava e eu sempre falava que estava bem, e também lhe dizia que estava começando a gripar.
Até que em um dia, ela ligou para o Rober na hora que eu estava fazendo show e ele lhe contou como eu andava me sentindo.
 Amanda me ligou quando eu cheguei no hotel e aquilo gerou uma briga. Eu não queria admitir que estava mal e nem queria ninguém pegando no meu pé e insistindo com aquilo.
Estava quase amanhecendo quando recebi uma mensagem dela.
"Eu, e todos que estão aí com você só queremos o seu bem! Você não percebe?
Para de criancice, Luan! Você não tem mais idade pra isso.
Agora eu tô aqui, sem consegui dormir, morta de preocupação com você!"
Suspirei quando acabei de ler, mas ainda inconformado. Só queria paz.
No outro dia, resolvi ir pra balada depois do show, que seria em Florianópolis. Queria espairecer um pouco. Não tinha ligado pra Amanda mais e nem ela pra mim. Ignorava até as ligações do meu pai, mas eu sabia que não daria pra fugir pra sempre, já que no outro dia eu já voltaria pra casa.
Estava distraído bebendo com meus amigos da minha produção e alguns que tinha encontrado passeando por ali, quando senti uma mão no meu ombro.
- Oi, você pode tirar uma foto comigo? - Uma morena muito bonita, falou sorrindo.
- Claro, linda! - Ela tinha um belo par de seios e ainda estava com um vestido preto bem justo, que eu juro que tentei, mas não consegui parar de olhar.
Tiramos uma foto bem colados e na hora de se despedir, ela deu um beijo demorado no meu rosto e senti sua mão entrando no bolso da frente da minha calça.
- Me liga! - Ela sussurrou e piscou o olho, antes de sair.
Os meninos começaram a ri e eu fiquei extremamente sem graça.
- Vai ficar aí até que dia? - Sorocaba falou.
- Até amanhã só, cara!
- Vai no final da tarde. Vamos curtir de dia.
- Será?
- Fica aí, pow! - Assenti e coloquei a mão no bolso, sentindo um papel.
Tirei e olhei, era um número mesmo.
- Mulher doida! - Ri.
- Chama ela lá pra ir amanhã com a gente! 
- Tá louco, cara?
- Mas pros amigos que são solteiros! - Marquinhos gritou, me fazendo ri.
Dei o papel a ele, duvidando que realmente ligaria e chamaria a moça.
Saímos da balada cedo, mas combinamos de nos encontrar bem cedo.
Acordei com o Rober me ligando e me arrumei rápido.
Já estava no hotel que era de frente para a praia que ficaríamos.
Levei um susto quando cheguei lá e dei de cara com a moça, já dentro da lancha.
- Prazer, Flávia! - Ela se aproximou.
- Ah...Luan.
- Eu sei, bobinho! - Ela riu e eu fiquei sem graça. - Seu amigo me chamou. Algum problema?
- Não...Nenhum!
- Que bom! - Ela sorriu.
O dia inteiro ela tentava me provocar, tirava a blusa perto de mim, ficando só de biquíni. Eu tentava correr daquela mulher a todo momento.
Fui pegar uma bebida, que estava um pouco longe e ela foi atrás de mim.
- Tá com medo de mim? - Riu.
- Eu? Claro que não! - Também ri.
- É o que parece. Só se afasta.
- Nada a ver... - Foi só o que eu disse.
Ela se aproximou demais, senti sua respiração bem próxima do meu rosto. Quase cair na tentação quando vi aquele par de seios em cima de mim, mas acordei pra vida e me afastei.
- Sabe o que é? Eu tenho namorada. - Mexi no cabelo.
- Eu não sou ciumenta.
- Mas ela é. Nossa, como é! - Ri sem graça e me afastei.
Embarquei para São Paulo de noite e fui direto pra casa descansar. 
Acordei novamente com aquela falta de ar, que eu já sentia à alguns dias.
Me sentei na cama rápido, mas diferente das outras vezes, estava demorando a passar. Minha garganta doía junto e eu nem tinha forças para falar.
Minha mãe abriu a porta bem na hora e se assustou quando me viu. Nem tive tempo de tentar falar nada, quando me dei conta meu pai já estava no meu quarto com minha irmã. Aquela sensação foi passando e quando finalmente eu pude respirar normalmente disse algo.
- Tá tudo bem...
- Não está. Vai se trocar que vamos para o hospital! E não reclama, Luan. O Rober já me disse que você anda mal e a Amanda também contou do dia do aniversário dela. - Bufei.
- Tanto que eu pedi...
- Pra quê? Você precisa ir no médico ver isso, meu filho. Anda, levanta! - Minha mãe completou e eu tive que fazer o que pedia.
No caminho meu pai ligava para o médico dele e eu para a Amanda. Ela ficaria brava se eu não lhe falasse nada. Ela não atendeu e logo depois disse em uma mensagem carinhosa que estava em uma reunião. Pelo menos não estava mais brava.
"Tudo bem, amor. Só quero dizer que estou indo ao médico ver o que eu tenho. Beijos!"
Ela me ligou na mesma hora e disse que estaria indo me acompanhar também, mesmo eu insistindo falando que não precisava. Não teve jeito, ela saiu da reunião.
A verdade é que eu estava com medo de saber o que eu tinha. Porque eu sabia que alguma coisa eu tinha e mesmo não dando o braço a torcer, eu estava com medo. Muito medo.


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Acho que vai ter gente acertando o que o Luan tem. 
Ele anda um pouco rebelde também, o que vocês acham disso?
Próximo capítulo descobriremos o que ele tem. Beijoos!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Capítulo 71 - Dia quase perfeito





Era o meu aniversário, quando acordei, olhei as horas que marcavam duas horas da tarde e fiquei frustrada. Nenhuma ligação, nenhuma mensagem, nada do Luan. Tinha passado a madrugada inteira vendo filme, com insônia, tentei ligar pro Luan, fazer chamada de vídeo, enviar mensagem e nada ele respondia. Fiquei até tarde acordada sem fazer nada e ele já tinha terminado seu show.
Recebi os parabéns dos meus amigos, que me esperavam acordar e almoçamos juntos, minha comida predileta, que tinham pedido pra fazer especialmente para mim. Meu Rafa também me deu todo carinho do mundo.
- Tá com uma cara estranha... - Daniel falou, enquanto comíamos a sobremesa.
- Tô nada!
- Está sim, Amanda! - Larissa também dizia. - Conta. 
- O Luan que não me ligou até agora! - Suspirei.
- Ele deve estar dormindo, amiga.
- Mas de madrugada tentei falar com ele e nada.
- Calma, ele vai ligar. - Revirei os olhos.
Ainda estava de pijama e eles quase me obrigaram para eu me arrumar. Queriam sair e eu não.
Mas mesmo contrariada aceitei.
O Rafa ficou com a babá e nós saímos no meu carro. O Dani que dirigia.
- Que lugar é esse? - Estranhei quando entramos em uma estrada de chão.
- Um lugar lindo, que você vai amar! - Foi só o que Larissa disse e eu me calei.
Fui o caminho inteiro respondendo as mensagens de aniversário que me mandavam. Do pessoal da empresa, marcas que fiz fotos, minha cunhada e as fãs do Luan, que já tinham descoberto e eu nem sabia como.
- Chegamos! - Escutei Daniel falar e levantei a cabeça para olhar o lugar.
- Que lindo! - Sorri.
Resumindo, aquele lugar era um jardim gigante e eu apaixonada por flores como sou, quase morri de amores. Só tinha nós ali.
- Pode descer...
- Sozinha? - Ele assentiu e eu estranhei.
Me assustei ainda mais quando o carro deu partida e eles me deixaram ali, sozinha.
- Ficou com medo? - Dei um grito quando escutei aquela voz no meu ouvido.
- Não acredito, Luan! - Bati em seu braço e ele riu, me abraçando por trás e beijando meu pescoço.
- Achou que eu tivesse esquecido?
- Me enganou direitinho. - Confessei.
- (risos) Boba! Claro que não. Nunca...
- Tentei ligar na madrugada, achei que tivesse ido pra alguma festa.
- Foi difícil, mas consegui te ignorar. Coloquei o celular no silencioso pra não cair na tentação. O plano tinha que ser perfeito! - Ri e ele me puxou para um beijo rápido. - Eu te desejo tudo de bom e que a gente fique juntos pra sempre!
- Eu também me desejo isso! - Rimos.
- Vem cá! - Ele entrelaçou nossas mãos e me levou em um lugar que tinha um piquenique montado na grama.
- Que lindo, amor!
- Gostou?
- Amei! Foi ideia sua?
- Foi sim...Tudo!
- Quanta criatividade!
- Só quero te surpreender a cada dia.
- E consegue!-  Sorri, beijando seu rosto.
Nos sentamos e começamos a comer aquelas guloseimas deliciosas, que segundo Luan, tinham sido feitas por sua mãe. 
- Eu nem acredito que a gente tá assim, aqui hoje! Me lembro do seu aniversário, assim que nos conhecemos. - Ele lembrou.
- Eu também! Minha mãe era viva... - Sorri fraco.
- E ela ainda é aí no seu coração e deve estar feliz por nós e por esse momento.
- Deve estar soltando fogos! - Brinquei e ele riu. - Era muito apaixonada por você.
- E você? É apaixonada por mim?
- Ainda pergunta? Deixa eu pensar na resposta! - Olhei para cima fingindo pensar e ele riu, se sentando mais perto de mim. 
- Eu te amo demais...Sério, muito mesmo!
- (risos) Sério?
- Para de bobeira, amor! - Beijei seu rosto emburrado.
Conversamos bastante, coisas bobas, coisas sérias, relembramos muito o nosso passado recente. Foi uma tarde incrível com ele. Só nós dois naquele lugar maravilhoso.
- Vai fazer minha homenagem que horas? - Falei pela quinta vez, fazendo Luan revirar os olhos.
- Calma, tá? - Ele pegou o celular e eu sorri batento palmas.
- Vai lá, lispector Luan! - Ele riu.
- Pronto!
- O que? Já? - Ele riu e me mostrou um texto salvo no seu celular.
- Seu cretino! Já tinha aí e não postou de propósito!
- Fiz de madrugada!
- E eu jurava que tinha esquecido de mim, que tava na farra!
- Ta vendo...Não me julga mais, não! - Ele tentou ficar sério e eu ri.
Peguei meu celular e li o texto dele, junto com uma foto minha, que ele tinha acabado de tirar ali.


"Sabe quando ganha um presente maravilhoso e não sabe o que fez pra merecer algo tão grandioso ? Pois então, é assim que eu me sinto quando olho pra você. Acho que nunca conseguirei agradecer o suficiente por ter você na minha vida. Você chegou do nada e entre todas as conversas,risadas e idiotices…Eu percebi que a sua loucura se completava tão bem com  a minha e pior ainda, que você já era parte de mim.Sempre tão alegre, tão cuidadosa comigo e eu ao teu lado me sentia protegido como que por um anjo e que era meu dever também passar a cuidar desse anjo. O tempo foi passando e só foi me mostrando o quanto eu preciso de você na minha vida. Brigas também apareceram e sei que aparecerão outras, mas o que importa é que elas nos fortaleçam pra continuar a caminhada juntos. Só lembra que não importa o que aconteça, eu sempre estarei aqui e o que eu puder fazer por você, eu vou.Você tem um espaço só seu aqui dentro e daqui ninguém tira, é por toda a eternidade. E enquanto estiver ao meu alcance não deixarei te faltar sorrisos e se uma lágrima surgir ,eu não sossegarei até secar porque é isso que se faz quando se ganha um presente, a gente cuida com carinho.O teu grau de importância pra mim nem mesmo o maior gênio do mundo conseguiria calcular. A gente tá junto nessa até o fim, então me dá a 
mão e vamos caminhar até o infinito. 
E caso você ainda não tenha entendido, eu te amo."

Me emocionei demais com o texto do Luan e nem consegui lhe agradecer. As lágrimas já falavam por mim.
- Foi o texto mais bonito que eu já vi e que você já escreveu! - Lhe abracei e ele riu.
- Eu nem quis te desejar feliz aniversário, eu queria mesmo me declarar. - Ele secou minhas lágrimas.
- Obrigada. Ficou perfeito!
- Bombade sua! - Ele riu.
- Bombade nada e você sabe! Fico até com vergonha quando chegar o seu e eu não sei escrever nada!- Luan riu, mas logo sua expressão mudou. - O que foi? - Ele não respondia, começou a ficar ofegante e eu me assustei. - Luan! O que você tem? 
- Tô com falta de ar...
- Luan, para de brincadeira! - Me desesperei. Ele passava mal de verdade.


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Oiii, gente! Então primeiro queria falar que esse texto eu peguei do tumblr porque hoje tô sem criatividade pra escrever um texto bonito desse, acabei de fazer uma redação, cabô meu cérebro kkkkk
Então, capítulo começou lindo e terminou assim. O que vocês acham? Como eu disse, vem surpresas por aí, só não sei se são boas :x kkk 
Beijos e até o próximo!






quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Capítulo 70 - Romantismo




Depois de fazermos uma votação, para o lugar aonde iríamos viajar, e minha família me vencer, enfim marcamos a data exata e reservamos o hotel. Iríamos para Boston, Massachusetts.
Um lugar que estava no inverno, enquanto nós estávamos no verão. Sempre íamos para praia, a pedido meu mesmo, mas dessa vez minha irmã bateu o pé e tivemos que fazer uma votação. Meus pais concordaram com ela e eu tive que aceitar. Mas não estava ligando muito, já que ficaria só uma semana com eles e as outras duas, eu iria para outro lugar com a Amanda. Estava preparando uma surpresa para ela. Queria que ficássemos um pouco sozinhos, e só ela não sabia.
Embarcamos em uma segunda-feira e eu fiz careta, assim que o avião pousou. Tinha sol, mas estava muito frio.
Fomos para o hotel e Bruna deu a ideia de irmos fazermos compras e eu aceitei prontamente, em busca de comprar roupas mais quentes, já que as minhas não estavam adiantando muito.
Amanda ria de mim, enquanto andávamos pelas ruas de Boston.
- Amor, você parece um pinguim congelado! - Bruna e Rafael também riram.
- Odeio frio...
- É chique, pi. Olha essas roupas! - Minha irmã parou em frente a uma vitrini.
- Ah, muito chique! - Fiz careta.
- Vamos entrar?
- Vamos! - Amanda falou rápido e em um piscar de olhos, as duas já estavam dentro da loja.
Segurei a mão do meu filho, que tinha sido abandonado ali.
- Eu e sua mãe vamos ali naquele café! - Meu pai apontou para o outro lado da rua e eu assenti. - Fica aí com elas. - Fiz careta e eles riram.
Entrei para loja com o meu filho e fiquei esperando as duas por muito tempo e ainda tinha que dar minha humilde opinião. Elas sabiam que eu não entendia nada disso e insistiam para eu falar e pior, nunca pegavam as coisas que eu gostava.
E naquele dia a minha tarde foi embora desse jeito. Acho que já conhecia todas as lojas de Boston.
Voltamos para o hotel lotados de sacolas e quando eu entrei no quarto, me joguei na cama. 
- Que fraco você, amor! - Amanda riu.
- Fraco eu? Cansa ficar com vocês fazendo compras e carregar sacolas. 
- E ainda pagou tudo, não era...
- Para com isso! Você é minha muié e eu tenho que pagar suas coisas.
- Nada disso...
- Ei! - Lhe interrompi e puxei ela pela cintura, para ficar entre minhas pernas, já que eu estava sentado na cama.
Iniciamos um beijo lento, quando fomos interrompidos por mãos pequenas no meu pescoço.
- Para, papai! - Meu filho, que estava em pé na cama, afastava minha cabeça para trás, nos fazendo ri.
- Pelo visto, nem beijinhos vamos poder dar. - Amanda disse.
- Aham... - Ri dela, que mal sabia dos meus planos.
Apesar do frio fora do comum, até que foi bem divertido nossos dias em Boston. Rafael também estava amando e eu estava feliz por estar com ele e a mãe dele.
No domingo, eu embarcaria com Amanda para outro lugar.
Meus pais já sabiam de tudo, e o mais complicado foi convencer o Rafa de ficar com os avós por alguns dias. Ele queria ir junto e eu estava com dó.
- Faz assim, mãe, na semana que vem vocês embarcam pra lá com ele.
- Tem certeza, filho?
- Tenho sim! Vocês se importam? 
- De jeito nenhum, quero praia mesmo... - Meu pai disse e eu ri. - Quis aqui por causa da sua irmã, que sempre quer e nunca ganha, coitada! - Enfim, meu filho aceitou ficar e eu fui chamar Amanda, que estava comendo com a minha irmã, no restaurante do hotel.
- Pra onde vamos? - Ela perguntava curiosa, assim que entramos no táxi.
- Você vai ver...Surpresa! - Assim que chegamos no aeroporto, ela se assustou.
- Luan, seu louco! E o Rafael?
- Calma, amor, já tá tudo resolvido. Só relaxa! - Ela riu negando.
Quando o avião pousou, ela paralisou no aeroporto, lendo uma placa e eu ri.
- Ilhas Maldivas. Não acredito! 
- É, amor. Gostou da surpresa?
- Meu Deus, que sonho! Eu sempre dizia que viria passar às férias aqui e nunca vinha. 
- Acho que acertei, então!
- Acertou muito! - Ela me puxou para um beijo, me fazendo ri da sua animação.
O hotel que eu tinha alugado, era de frente para a praia e eu fiz questão de pegar a suíte presidencial.
Era um lugar bem isolado do comércio, de agitação. Uma ilha mesmo, com águas cristalinas.
Tinha um pedaço da praia que era particular só para os hóspedes e uma piscina imensa.
Quando abrimos a porta do quarto, Amanda sorriu. Estava tudo como eu pedi.
Com champanhes, vasos de flores e a roupa de cama vermelha. Bem romântico.
- Você estava planejando isso a quanto tempo?
- A mais de um mês? - Ri e ela me acompanhou.
- Eu nem sei o que dizer, você só me surpreende. - Me abraçou.
- E eu espero que seja assim pra sempre!
- Eu te amo muito! - Levantou sua cabeça para me olhar.
- Eu também...E não tem explicação. Nunca amei ninguém assim! - Sorri e puxei-a para um beijo.
Nos amamos pela primeira vez, de muitos dias, naquele quarto.
Usamos a cama, os espumantes e a banheira, que estava lotada de pétalas de rosas, com um aroma incrível. 
Terminamos nosso dia na hidromassagem que tinha na varanda daquele quarto luxuoso.
- Que vista! - Dizia enquanto comíamos algumas frutas, que tinham ali.
Amanda já estava de biquíni e eu de sunga.
- Linda...Só não mais que você! - Mordi seu pescoço e ela riu.
- Exagerado! Um bobo apaixonado mesmo.
- Muito bobo por você! Nem sabe o quanto...
- Bom saber disso. - Brincou e eu ri, roubando uma uva da sua mão.
No outro dia passamos o dia na praia e a noite, jantamos em um restaurante bem luxuoso.
- Já disse o quanto está linda nesse vestido? - Peguei sua mão em cima da mesa e ela riu sem graça. - Não acredito que está vermelha, Amanda. - Ri.
- Para, Luan! - Beijei sua mão. 
Ela estava realmente linda em um vestido branco longo, mas que era transparente até as coxas e bem aberto nas costas, mostrando bastante o bronzeado lindo que ela estava, com as bochechas levemente rosadas pelo sol.
Fizemos nosso pedido e depois fomos passear um pouco, por onde ainda não tínhamos ido.
A pior parte da viagem foi um ex "amigo" da Amanda, que nos viu e gritou ela, que estava sem jeito, mas me apresentou e logo deu um jeito de irmos para outro lugar.
Não fiquei bravo nem com muito ciúmes ao ponto de brigarmos, não queria estragar tudo e parecia que ela estava com medo mesmo de uma briga, mas relaxou, assim que comecei outro assunto, com um sorriso no rosto.
Naquele dia fizemos um loucura. Na madrugada, fizemos amor na parte privada da praia, só para os hóspedes do hotel em que estávamos. Eu estava com vontade e sem medo. Com muito custo convenci Amanda. Mas foi bem arriscado e eu ria enquanto voltávamos para o quarto.
- É sério, Luan! Nós poderíamos ter sido presos!
- Esquece isso, amor. Ninguém viu!
- Graças a Deus! E eu não sei como, já que aqui é cheio de seguranças. - Ela olhou para um na porta do elevador.
- Relaxa! - Lhe abracei pela cintura.
- Nunca mais faço isso. Você e seu poder de persuasão.
- Sei bem meu poder!
- Luan! - Ela me bateu e eu gargalhei.
A nossa semana se passou muito divertida e cheia de amor.
Encontramos com meus pais e Rafa no aeroporto, na outra semana. Minha irmã tinha ficado em Boston, alegando não querer praia.
E terminamos nossa viagem de férias ali, curtindo aquele paraíso.


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Oi, amores! Mil perdões pela demora. Vocês sabem que eu detesto isso, mas infelizmente eu estava sem ideia nenhuma. Juro, esse final de ano eu buguei kkk
Então queria agradecer a Susan, que veio de bom grado me ajudar a ter ideias e o local onde nosso casal passou quase uma lua de mel, foi ideia dela. Obrigada mesmo, amor! 
Queria dizer pra vocês que esse mês mesmo a fanfic vai acabar. Eu não queria, juro, mas vai ter que ser assim. Mês que vem volta as minhas aulas e eu vou fazer curso pré-vestibular, já que esse ano me formo. Vou focar mesmo nos estudos. Espero que me entendam, mas vai ter que ser assim.
Já estou preparando um final na minha cabeça e eu espero muito que gostem. De coração!
Mas, ainda falta alguns capítulos e vamos curtir a fic. Supresas ainda virão :x
Meu branco já acabou e eu já estou com ideias kkk beijossss!