terça-feira, 6 de outubro de 2015

Capítulo 10 - São Paulo





Amanda Narrando:


Tinha acabado de deixar um café da manhã em um quarto do hotel, quando ouvi a voz do Luan me chamando. Era uma quarta-feira, e fazia quase uma semana que eu não tinha o visto, depois daquele dia na boate.
- Você tá vindo bastante pro Rio agora, não é? - Sorri irônica para ele.
- Abaixa a guarda só dessa vez, Amanda! Caramba!
- Fala logo o que você quer. Eu tenho que trabalhar.
- Eu queria te pedir desculpas de novo por aquele dia...
- Você não tem culpa de nada!
- Eu sei, mas estou te pedindo por ela.
- Ah quer saber? Dane-se essa garota fútil também! É desses tipinhos que você gosta, não é?
- Não, não mesmo! Eu nunca namoraria uma garota igual a ela.
- Pois eu acho que vai ser uma garota dessa que você vai namorar sim. Riquinha, bonitinha, patricinha, nojentinha, que acha que é melhor que todo mundo.
- É sério que você pensa isso de mim? - Ele se aproximou.
- Na verdade eu não posso afirmar nada, eu não te conheço.
- Amanda, vamos começar de novo, vai? 
- Acho melhor fingir que nada aconteceu...
- Mas eu não quero esquecer, caramba! Eu gosto de você e mesmo não acreditando, não paro de pensar em você, no seu beijo...
- Para com esse papinho.
- Não é papinho! Como você é difícil, menina!
- Creio eu que você não está acostumado com mulheres difíceis. - Ri e ele revirou os olhos.
- Quem era aquele que foi falar com você na boate? Depois de mim? - Mudei de assunto.
- Pra quê você quer saber?
- Na...Nada! - Gaguejei e dei de ombros, olhando para o lado. - Só curiosidade.
- Era só um colega de escola, que eu encontrei aquele dia.
- Só isso?
- Queria que fosse mais o quê? - Cruzeis os braços.
- Mais nada...
- Agora eu realmente tenho que ir. Se me verem aqui conversando com você eu to ferrada! - Olhei para as câmeras em nossa direção.
- Tá bom, eu não quero te prejudicar. - Sorri de lado para ele. Ia saindo quando Luan segurou meu braço. - Eu tô de folga na segunda e você também, aceita ir lá em casa? Eu quero me entender com você de verdade.
- Como sabe que estou de folga? Na sua casa? - Me assustei.
- Eu procurei saber e descobri...- Ele passou as mãos pelos cabelos. - É, na minha casa...
- Que eu saiba você mora em São Paulo.
- E moro! 
- Luan...
- Por favor? Meu jatinho vai te esperar no aeroporto ás onze horas da manhã. Pensa com carinho! - Eu iria lhe responder quando avistamos uma de minhas colegas de trabalho.
Inventei alguma desculpa, falando para ele que já levava seu suco, e sai dali ás pressas.
Ele me convidou para ir na sua casa? Essa informação não processava na minha cabeça 
Cheguei em casa pensando na proposta do Luan. Eu seria muito louca se aceitasse esse pedido do Luan? Eu achava que sim.
Liguei a TV e minha mãe chegou. 
- Aonde a senhora estava?
- Oi pra você também, mamãe!
- (risos) É sério, mãe. Não gosto que saia sozinha.
- Fica tranquila, meu amor! Só fui tomar um ar. É horrível ficar aqui todos os dias, sem fazer nada. - Ela fez careta, me fazendo ri, e beijou minha testa, se sentando ao meu lado.
Começou uma reportagem dos bastidores de um programa de TV e o Luan apareceu, me fazendo suspirar.
- (risos) O que foi isso, Amanda?
- Hã? Mãe, eu me encontrei com o Luan de novo e ele me fez um convite.
- Qual?
- Me chamou pra ir pra casa dele. Ele é louco?
- Na casa dele? Ele tá confiando em você mesmo.
- Ou é um pedido de desculpas pelo ocorrido na boate...
- Para com isso, Amanda! Você só pensa coisa errada, coloca defeito em tudo, é desconfiada e difícil!- Ri de seu jeito.
- Ele disse que eu sou difícil também.
- Ele está completamente certo!
- Mãe! Eu só acho que isso não vai dar certo. Eu, amiga de um cantor famoso e rico? 
- O que tem demais nisso? 
- Por quê ele foi aparecer na minha vida assim, do nada?
- É o destino, filha, aceita ele de uma vez.
- Acorda, mãe! Isso aqui é vida real!
- Você é tão careta, Amanda! - Ri.
Minha mãe sempre foi desse jeito, meio relaxada, tudo para ela estava bom, todo mundo era legal, tudo era simples de resolver.
Na segunda-feira eu perdi o sono e me levantei bem cedo.
Fiquei quase que a manhã inteira pensando no sofá, nem vi as horas se passarem.
- O que você ainda tá fazendo assim, Amanda? São quase dez horas. Vai se vestir!
- Mãe, eu não sei se vou!
- Vai sim! Para com isso, filha.
- Eu nem conheço São Paulo, nunca andei de avião. Querendo ou não, eu nem conheço direito o Luan.
- Acha mesmo que ele te faria algum mal? E você vai conhecer isso tudo filha. Vai se vestir, vai. - Fiquei pensando mais alguns minutos e decidi me vestir.
Arrumei uma pequena mochila com algumas coisas, me despedi da minha mãe e fui para o aeroporto.
Só me dei conta do que estava fazendo quando já estava dentro do seu jatinho. Não dava mais para me arrepender.



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Geeeente, o que vocês acham que vai rolar nessa ida até São Paulo, pra casa do Luan? Mt ousadia? Será? Kkk
Agora é sério! Quem ai aposta que ela vai deixar a marra de lado? :x Tomara!
E tem gente aí querendo conquistar de verdade. Acham que é só uma paixonite? 
Próximo capítulo tudo se resolve de vez e vai definir se vai ter paz ou não! Kkk
Comenteem pra mim, meus amores! Um beijo e até a próxima! 😘



segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Capítulo 09 - Tentar de novo?





Luan Narrando: 


Levei um susto com o grito da Aline na boate, eu conversava com o Rober distraído.
 Aline era uma das mulheres que eu conheci no Rio e ligava para nos encontrar quando estava a fim e aquele foi um dos dias. Na verdade eu nem estava tão a fim assim, mas não conseguia tirar a Amanda da minha cabeça e queria me distrair de qualquer jeito.
Tinha feito show no interior e resolvi voltar para capital e passar naquela boate, que era nova por ali.
Me assustei quando vi a Amanda ali, o destino queria mesmo que nos encontrássemos de qualquer jeito.
 Como eu previa, Aline fez o maior escândalo por causa de seu vestido claro, com uma mancha enorme roxa. Sabia que sobraria para Amanda e fiz de tudo pra amenizar a situação, mas de nada adiantou.
Depois que saímos da sala do dono da boate, procurei Amanda por todo lugar mas não a encontrei.
Depois de alguns minutos, inventei uma desculpa para Aline e o pessoal que estava conosco, que iria no banheiro e fui até a parte de fora da boate.
Avistei ela de longe, sentada na calçada, com a cabeça baixa.
- Amanda! 
- O que você quer? - Sua voz saiu falhada. Ela estava chorando.
- Tá tudo bem? - Me sentei ao seu lado e ela apenas negou com a cabeça. - Você foi dispensada?
- Fui...Tudo por causa daquela patricinha metida! Aliás, por que não está com ela? - Ela me olhou irritada.
- Calma! Só quero ajudar...
- Mas não vai poder ajudar em nada.
- Você que esbarrou nela, estava distraída que eu vi.
- Se for pra ficar defendendo aquela menina fútil, pode sair de perto de mim!
- Eu não tô defendendo ninguém. O que foi? Tá com ciúmes de mim?
- Tô...Sonha! - Ela riu entre as lágrimas.
- Tá até chorando aí. - Tentei brincar mas me arrependi.
- Quem dera eu estivesse chorando por isso, Luan! Eu fiquei sem receber por causa daquela escrota. Desse tipo de garota que você gosta, não é? Bem seu tipo mesmo! 
Ela não sabe como me prejudicou, eu preciso muito daquele dinheiro, eu tô aqui porque preciso muito e não porque quero! Minha mãe tá doente, precisa de tratamento que custa caro e aquela patricinha não sabe o que é isso, não sabe o que é precisar e não ter! - Ela se levantou e eu lhe acompanhei assustado.
- Nossa! Me desculpa, eu não sabia!
- Luan, sério, me deixa em paz! 
- Eu só queria te ajudar, Amanda!
- Ajuda, ficando longe de mim! - Ela saiu andando e eu achei melhor não ir atrás.
Escutei alguém gritando seu nome e um homem indo correndo em sua direção. Eu já tinha visto ele, era o barman da boate.
Eles se abraçaram e conversaram algo que foi impossível eu ouvir, estavam um pouco longe de mim.
Uma raiva imensa tomou conta de mim quando vi aquele cara beijando seu rosto, antes de Amanda se despedir e sair dali. Sem perceber eu já estava de punho fechado.
Eu estava com ciúmes dela? É, era ciúmes sim! 
Voltei pra boate e Aline já logo foi falando que me procurava, eu disse que tinha me encontrado com um amigo e estava conversando.
Saímos dali juntos, já bem tarde, e depois de muito insistir ela conseguiu me convencer de ir para o seu apartamento. Eu já tinha ido para lá algumas vezes.
Fizemos um lanche leve e ela já começou me beijando e estava indo tudo bem, até eu me lembrar de Amanda novamente, dos seus beijos. Era impossível esquecer.
A minha chama começou a aumentar quando Aline desabotoou minha calça, mas quem estava na minha mente mesmo, estava bem longe dali e eu pensava que talvez nunca a teria como queria naquele momento. 
Já estávamos na cama, sem roupas, puxava seus cabelos enquanto ela beijava meu pescoço e por um segundo de descuido a chamei de Amanda, de olhos fechados, sentindo prazer.
Achei que ela nem ouviria, mas ouviu e parou perguntando quem era Amanda, mas eu disse que não era ninguém e pedi para que continuássemos, mas novamente confundi seu nome entre o nosso beijo e ela me empurrou, saindo da cama.
Depois de tagarelar um monte de coisas no meu ouvido foi até o banheiro. Bufei e peguei meu celular para pedir que o meu segurança me buscasse. 
Nunca tinha acontecido uma coisa dessas comigo.
Fui dormir pensando nisso. Eu estava gostando da Amanda mais do que eu imaginava e não sabia se isso era bom ou ruim. Definitivamente eu estava muito confuso. 
No domingo fiz um show no interior de Minas Gerais e fui para casa na segunda-feira, na hora do almoço.
Almocei calado, com a minha família e quando estávamos na sobremesa, minha mãe me questionou sobre isso.
- Tá calado de novo, filho!
- Tô? - Lhe olhei e ela assentiu.
- Tá acontecendo alguma coisa? - Meu pai perguntou.
- Não...Quer dizer, tá sim! 
- O que é, então? - Minha mãe perguntou.
- Eu acho que...Acho que eu tô apaixonado. É isso! - Ri e voltei a comer, enquanto todos ainda me olhavam. 
Não quis dar detalhes e nem esticar o assunto e eles perceberam isso. Não me perguntaram mais nada e eu achei melhor daquele jeito.
No outro dia fui para uma reunião no meu escritório e depois me sentei para tomar um suco com o Rober ali mesmo, enquanto esperava meu pai para irmos para casa.
- Então você tá apaixonado mesmo? Eu ainda avisei! - Me engasguei com o suco.
- Quem te contou isso?
- Seu pai, e não foi só pra mim. Foi pra Arleyde e pro Fábio também.
- Como meu pai é fofoqueiro! - Bufei.
- Já contando pra família...O negócio tá sério mesmo. E a Amanda?
- Como você sabe que é ela?
- Tá na cara! 
- Ela tá com um pouco de raiva de mim. Tem aquela confusão toda também, mas eu tô disposto a apagar esse mal entendido e começar com ela do zero!




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Oi, amoreees! Finalmente alguém admitiu que está apaixonado e melhor, quer tentar de novo! Oq acham? A Amanda deve ceder fácil ou dar um castiguinho por ele ter tentado esquecer ela com a primeira que apareceu? Queria desistir fácil.
Se fosse eu dava um castigo! Haha será que ela vai continuar de marra?
Espero que estejam gostandooo! Até o próximo! ❤️

domingo, 4 de outubro de 2015

Capítulo 08 - "Eu não posso perder a minha mãe"


Capítulo dedicado pra linda da Raylana, que hoje fica mais velha! Haha
Obrigada por me acompanhar seempre, amor! Parabéns e mt saúde! Te adorooo dms! ❤️






Amanda Narrando : 


No outro dia fui trabalhar torcendo para que o Luan não estivesse no hotel e respirei aliviada, assim que cheguei e não vi nenhuma fã na porta.
- Amanda, deixaram isso pra você! - Cristina me chamou. - Foi o Luan Santana. - Ela me olhou estranho.
- Hã...Foi?
- Foi sim! O que ele quer com você, em?
- Não deve ser nada, Cristina! Depois eu leio isso. - Saí dali irritada.
Enquanto caminhava abri o pequeno papel, e logo vi que realmente aquela era a sua caligrafia :

" Me encontra no café que tem aqui perto ás 18:00? 
Meu motorista vai te buscar. Vou ter um show de tarde e vou direto praí.
Espera na porta do hotel. Beijos, Luan!"

Terminei de ler respirando fundo. Por que ele queria me ver depois de tudo? 
Eu estava com vergonha dele, não pelo o que eu era, mas por eu ter omitido os fatos para ele.
Por outro lado eu não me arrependia, já que não tínhamos nada demais. Por que sairia falando da minha vida para ele? Mas eu já tinha dito boa parte dela. 
Resumindo, a minha cabeça era a confusão em pessoa.
Depois que saí do hotel fiquei na calçada, como Luan me pedia no bilhete, e só depois de trinta minutos, um carro estacionou do meu lado. Ao contrário do que eu pensava, Luan não estava ali dentro.
A lanchonete era bem pertinho dali, não tinha quase ninguém.
Procurei Luan com os olhos, assim que entrei e o encontrei na última mesa, de óculos escuros e uma touca preta. Ele me encarava sério.
Tive que respirar fundo pela décima vez.
Me sentei de frente para ele e ficamos em silêncio, até ele tirar seu óculos e me olhar com seus olhos profundos, que me faziam arrepiar.
- O que foi? - Falei quase que num sussurro.
- Eu queria saber por quê mentiu pra mim.
- Eu não menti! - Falei impaciente e bufei baixo. - Quer saber, Luan, e se tivesse mentido? O que nós temos? Nada! Por isso não tenho que ficar te contando da minha vida! O que é? Ficou bravo porque ficou com uma pessoa pobre? Que trabalha em um hotel pra sobreviver?
- Não é nada disso! Para de falar isso! - Agora foi a vez de Luan ficar impaciente e bufar.
Cruzei os braços e lhe encarei. Um garçom chegou com dois cappuccinos para nós e nos deixou a sós de novo.
- Então me explica essa irritação toda, só porque não te disse que era camareira.
- Você não tá entendo? Eu gostei de você, me intereissei por você de verdade! Você podia ter me contado isso, já que nos esbarraríamos por lá mesmo. E sem contar que fugiu, evitou que nos víssemos.
- O que? - Dei um gole de minha bebida.
- No dia da festa da minha irmã...Não estava trabalhando por que?
- Porque eu não quis...
- Não quis me ver. Estava com vergonha. Foi covarde!
- Eu não tenho vergonha do que eu sou, não sou covarde. Você não me conhece, seu idiota!
- Eu queria te conhecer sim, Amanda, mas depois disso...
- Olha, me esquece? Esquece que um dia me conheceu, que eu vou fazer o mesmo. Segue a sua vidinha perfeita, que eu vou seguir a minha vida real! - Me levantei e saí dali, sem dar chances dele falar mais alguma coisa.
Cheguei em casa chorando, eu não sei o que acontecia comigo. Se eu estava mal porque não o veria mais, ou por suas palavras que me afetaram. Ele podia me chamar de tudo, menos de covarde, menos que eu tinha vergonha da minha origem.
Depois de ter uma conversa inevitável com a minha mãe consegui me acalmar.
- Eu vou esquecer isso, mãe. Não era pra nada disso ter se estendido. Não sei por quê fui naquele show. - Minha mãe não disse nada. Sabia que de nada adiantaria.
No outro dia de manhã fui levar minha mãe no médico, que finalmente eu tinha conseguido marcar para um dia mais próximo.
Mas as notícias não foram das melhores. O médico dizia que o quadro da minha mãe tinha piorado muito desde a última vez, que ela teria que fazer a cirurgia o mais rápido possível.
- Vai ter que ser particular, não é, doutor?
- Eu estou sendo sincero com você, Amanda, por hospital público a sua mãe fica na fila por mais de ano. Ela precisa dessa cirurgia. - Suspirei.
- Em quanto tempo?
- Podemos esperar uns três meses. - Suspirei, fechando meus olhos.
Voltei para casa pensando em um jeito de conseguir aquele dinheiro, eu estava perdida.
- Vai dar tudo certo, filha! - Minha mãe me abraçou e eu chorei.
Uma coisa que eu não podia era perder minha mãe.
- Eu vou conseguir esse dinheiro!
- Amanda...
- Eu vou, mãe! 
Naquele dia ainda tive que trabalhar e levei várias broncas por estar distraída demais.
Conversei um pouco com a Cris, que me deu a ideia de pedir o Pedro para me indicar mais um trabalho extra. Eu me desdobraria, mas ajudaria a minha mãe.
- Eu tenho um amigo que é dono de boate e tá precisando de garçonetes por uma noite. Tem que ficar até tarde, mas ele paga bem. Você topa?
- Claro que sim, Pedro! Você faria isso por mim?
- Claro que sim! Amanhã mesmo de trago a resposta. Melhoras pra sua mãe. - Lhe agradeci, antes de sair dali. 
Duas semanas se passaram do mesmo jeito, com a minha mãe tendo que operar às pressas, até me esqueci um pouco do Luan.
O meu chefe tinha conseguido um trabalho extra para mim e naquele dia eu iria trabalhar em uma boate na Zona Sul.
Minha mãe ficou preocupada, já que eu só voltaria pra casa ás 4 da manhã, mas aquele dinheiro nos ajudaria bastante.
- Amanda? - Ouvi uma voz estranha me chamar e olhei para trás. 
Já estava quase na hora da boate abrir.
- Ricardo? - Era um menino que estudava comigo, aliás, Ricardo foi o primeiro menino que eu beijei.
- Tudo bem? - Se aproximou e me abraçou.
- Tudo sim! Quanto tempo...Você mudou! - Rimos.
- Você continua linda, como sempre!
- Ah devo estar mesmo. - Falei irônica e ri sem graça.
Conversei mais um pouco com Ricardo, que me contou que era barman.
A festa começou e estava indo tudo ótimo até um tumulto se formar em uma parte do camarote e saí dali a pessoa que eu menos esperava. Luan.
Fazia de tudo para ele não me ver e pelo visto estava funcionando, tinha muita gente ali também.
Até que em uma hora eu o perdi de vista e estava olhando para trás quando esbarrei em alguém e derrubei um drink em uma mulher.
- Olha o que você fez! - Me assustei com ela gritando.
- Me desculpa, senhora! 
- Sua idiota! Nem se você trabalhar por um século consegue o dinheiro desse vestido! - Minha vontade era voar no pescoço daquela idiota.
- Calma, Aline! - Me arrepiei com aquela voz.
Luan me olhava um pouco surpreso. Eu não tinha o visto ali, do meu lado.
- Como calma? Ela estragou meu vestido! - A mulher falou bem mais calma com ele.
- O que aconteceu? - O dono da boate apareceu e eu já previ o que aconteceria.
Ele nos levou até sua sala, ali na boate. No caminho, vi que ela e Luan estavam de mãos dadas.
Me deu enjoo, me olhava com cara de nojo.
- Olha o que sua garçonete me fez.
- Eu sinto muito por isso!
- Você sentir muito não vai tirar essa mancha horrível do meu vestido! - Que grossa.
- A sua comanda hoje fica por nossa conta!
- Fica tranquilo, foi um acidente, não é, Aline? - Luan falou e conseguiu lhe convencer a voltar pra festa e esquecer isso.
Quando eles saíram o dono da boate disse que eu estava dispensada e como eu imaginava, não me pagaria por eu ter estragado o vestido da patricinha.
Troquei de roupa, sai dali e me sentei na calçada, em frente a boate. 
Não consegui segurar e chorei. As coisas só pioravam pra mim.
- Amanda! 



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 As coisas não estão boas por aqui! Será que a Amanda consegue esse dinheiro?
O Luan partiu pra outra tão rápido assim? E já imaginam quem foi consolar ela?
Às vezes a males que vem para o bem, ou não! Rs 
Continuem acompanhando, amores! Bjs!









  

sábado, 3 de outubro de 2015

Capítulo 07 - A verdade





Amanda Narrando : 



Quase não dormir de noite. É estranho falar isso por causa de uma pessoa que bem ou mal eu não conhecia direito, mas essa é a verdade. 
Fiquei imaginando como seria se eu fosse trabalhar naquela festa. Tinha hora que eu até pedia a Deus para que ele apagasse essa página da minha vida pra sempre da minha memória.
Eu só queria voltar o que era antes, parar de pensar no Luan e nunca mais ver ele na minha frente.
Acordei com meu despetador, minha mãe, como todos os dias. Ela sempre acordou com as galinhas para trabalhar e se acostumou com isso, mesmo quando parou e então todos os dias me acordava quando era dia de eu ir para o hotel na parte da manhã.
Cheguei lá adiantada até e fiz careta quando vi a bagunça que deixaram pra gente arruma.
Toda festa era assim, todo mundo reclamava da bagunça. Eu só ria e reclamava em pensamento, não queria correr o risco de algum hóspede ouvir, já os outros nem ligavam.
- Ser rico deve ser muito fácil, não é, Amanda? Só sujam, pagam e nós limpamos. - Ri fraco.
- Deve ser, Clara! - Ela era a mais engraçada de todos, nos fazia rir.
- Amanda, vai levar o café da manhã do quarto 220.
- Claro, Pedro!
- Sorte a sua, Amanda! - Clara sussurrava, me fazendo ri.
Depois de pegar o carrinho com as bandejas, subi até o elevador. Parei no terceiro andar e toquei a campainha do quarto 220, como Pedro havia mandado.
Estava distraída arrumando algumas coisas na bandeja, quando a porta abriu.
Subi meu olhar devagar, me lembro perfeitamente. Vi que era um homem pela bermuda e quando cheguei em seu rosto, congelei.
- Amanda?
Luan me olhava com um olhar perdido e eu não sabia o que fazer, mas não podia ficar ali parada.
- O seu café da manhã. - Falei tão baixo, que um pouco mais longe ele não ouviria.
- Claro! - Me deu espaço e eu entrei em seu quarto.
Não resisti e olhei em volta, uma moça bem bonita mexia no celular sentada em sua cama. 
Comecei a arrumar as coisas na mesa e quando acabei, sai constrangida. 
Mas antes de fechar a porta senti uma mão no meu braço.
- O que foi? Eu não posso ficar aqui e nem podem me pegar falando com você.
- Então você trabalha aqui?
- Algum problema?
- Nenhum, mas não precisava ter mentido pra mim!
- (risos) Mentido? Eu nem te disse nada. 
- Você me enganou sim...
- Solta meu braço! 
- Eu tô decepcionado com você.
- E eu to me lixando pra isso! O que é? Se arrependeu de ter ficado com uma empregada de hotel? - Falei a última frase baixo e ele se calou, me encarando.
Eu não sabia decifrar o seu olhar e ele também parecia não decifrar o meu. Nos encarávamos com uma expressão forte, até eu tomar uma iniciativa e soltar meu braço de sua mão.
Dei as costas para ele e sai dali quase vermelha de raiva. Raiva do seu olhar que mais parecia de desprezo pra mim. Eu me xingava em pensamento.
- Até parece que um riquinho metido ficaria com uma camareira. Como eu fui idiota e me deixei levar por aquele babaca! Que burra, Amanda! - Eu sussurrava pra mim mesma no elevador.
O resto do dia eu passei calada, tensa, não queria mais encontrar com o Luan de jeito nenhum.
- Amanda, suco pro quarto 220. - Cristina falava.
- Hã, não dá pra Clara levar?
- O pedro pediu pra você. - Fui atrás do Pedro e depois de muito procurar o encontrei.
Inventei uma bela de uma mentira que estava passando mal e depois de uma cena, o meu chefe até me liberou. 
Cheguei em casa mais cedo e minha mãe dormia, agradeci mentalmente. Eu não queria conversar, por mais que fosse com ela. Me deitei no sofá e depois de alguns minutos também peguei no sono.


     Luan Narrando:


- O que foi, Pi? Você tá estranho desde que nosso café chegou. - Minha irmã disse.
- Tá estranho mesmo. - Rober concordou.
- Só tô cansado...
- De quê? Acordou agora! - Eles riram.
- Cala a boca, testa! - Terminamos nosso café da manhã e assim que a Bruna foi para o seu quarto, me joguei na cama.
- Fala o que foi agora! - O Rober disse.
- A Amanda, cara...
- O que tem ela?
- Que trouxe o café da manhã. É camareira daqui do hotel.
- Por isso ela tá sempre aqui.
- É... - Bufei. - Queria saber por quê ela não me contou.
- Pelo óbvio! Achou que você não ficaria com um camareira e acho que não ficaria mesmo.
- Também não é assim, vai! Ela podia ter falado sim. Eu gostei dela, pô! Na hora de pedi meu lanche da tarde pede pra ela vir trazer. Precisamos conversar.
- Luan, esquece isso! Vai dar problema, pra ela se alguém daqui souber disso e pra você se a Lele souber que você tá catando até as camareiras.
- Ah, cala a boca! Faz o que eu mandei, deixa que eu resolvo isso e a Arleyde não precisa ficar sabendo de nada disso, até porque ninguém vai contar. - O encarei e ele suspirou.
De tarde não foi a Amanda que levou meu lanche e de novo eu pedi o Rober para procurar o por que e depois de falar com a recepcionista ela me disse que ela tinha ido embora mais cedo passando mal.
Tava na cara que era pura mentira. Bufei.
Já teria que ir embora ás seis horas, mas inconformado, eu tinha que falar com a Amanda.
Então fiz um bilhete e assim que passei pela recepção, deixei o papel com a recepcionista torcendo para que ela não lesse.
- Entrega a Amanda pra mim?
- Claro! - Ela disse espantada.
- Muito obrigado! - Sorri para ela, que ainda me olhava estranha.
Voltei para São Paulo completamente perdido e contando nos dedos os dias para nos encontrarmos de novo.



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A verdade sempre aparece, né? Será que eles vão conseguir conversar e se conseguirem? Acho que o Luan está meio decepcionado. A Amanda tá confusa demais, tadinha!
Acho que agora as coisas começam de verdade, em! :x Bora acompanhar! Beijoo ❤️







sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Capítulo 06 - Cadê ela?




Luan Narrando : 


O mês de maio chegou e já tinha mais de 25 shows na minha agenda, muitos compromissos e nós já estávamos vendo repertório para um novo cd, o trabalho nunca parava. Eu sempre estava fazendo alguma coisa.
Acordei a tarde com a ligação da minha irmã.
-  Oi! 
- Tava dormindo? Desculpa! - Ela riu.
- O que foi, em?
- Amanhã é meu aniversário, Pi...
- Nossa! Eu tinha me esquecido.
- Eu já imaginava! - Riu. - Você tem show, não é? Queria tanto fazer alguma coisa!
- Tenho sim. Pode fazer!
- Não quero sem você!
- Ah, quem vê assim pensa que me ama. - Brinquei.
- (risos) Seu idiota! Sabe que eu te amo sim! 
- Vem pro show comigo sábado? Você volta pra casa no domingo.
- Vou sim! Vou levar uma amiga.
- Tá...
- Tchau, irmão! - Me despedi da Bruna e voltei a dormir.
Na van, indo para o show, chamei Rober e lhe pedi para que organizasse uma festinha pra minha irmã no sábado que ela estaria comigo. 
- Vou organizar tudo no hotel.
- Faz isso! Aonde vai ser mesmo?
- Rio de Janeiro! - Ele me olhou rindo.
- De novo? - Ergui uma sobrancelha e Rober assentiu.
- O destino está conspirando á seu favor!
 - Cala a boca! - Bati nele rindo.



Amanda Narrando :



- Vai ter festa no hotel nesse sábado, Amanda! Hora extra! - Cris falava animada.
- Mentira? Tô precisando mesmo de um dinheiro extra. - Fiz careta.
- O Pedro tá chamando a gente pra falar tudo certinho. - Seguimos nosso chefe, que começou a falar da festa.
De vez em quando alugavam o salão do hotel para festas e nós, ganhávamos hora extra. 
- Não vai ser festa grande. Um aniversário com pouca gente! - Pedro falava.
- Pelo amor de Deus tem que sair perfeito! É pra irmã de um hóspede nosso muito famoso.
- Quem? - Cris fez a pergunta que todos queriam.
- Luan Santana. - Meu coração disparou.
- Sabe o que é, Pedro. Eu não vou poder. - Falei sem jeito e Cris me olhou sem entender.
- Sério, Amanda?
- Desculpa! Deixa pra próxima!
- Tudo bem, então! Colocamos outra em seu lugar. - Antes mesmo de acabar aquela reunião eu sai de fininho e voltei ao trabalho.
Não queria ter que responder as perguntas da Cris. 
Não sei o que deu em mim, eu só não queria me encontrar com o Luan ali, que ele me visse.
Cheguei até a me arrepender e pensar em ir no Pedro e falar que eu queria trabalhar, mas resolvi deixar daquele jeito mesmo. 
Antes de ir embora Cris me disse rápido para que eu fosse jantar com minha mãe em sua casa e eu só assenti.
Pegamos um ônibus para o seu bairro ás sete horas e ela nos atendeu sorridente. Morava sozinha, seus pais eram do nordeste e ela não tinha namorado.
Sentamos para jantar e ela e minha mãe conversavam animadamente, enquanto eu não falaca muito, só ria as vezes.
- Meu aluguel está atrasado, mas essa festa do hotel veio em boa hora. - Ela tocou no assunto e eu continuei calada.
- Festa? À Amanda não disse nada!
- É, a gente tem um compromisso, esqueceu? - Olhei para minha mãe, que me olhou estranho.
- Ela estava tão animada e do nada disse que não podia mais. - Cristina, dizia.
- É, temos um compromisso sim, Cris. - Minha mãe me ajudou. Ela me conhecia bem.
- Eu tinha esquecido... - Foi tudo que eu disse.
Depois de conversarmos bastante, chegamos em casa ás nove da noite. A casa da Cris não era muito longe da minha.
- O que aconteceu que você recusou trabalho, Amanda?
- Só tô cansada e não quis...
- Mas a Cristina disse que você estava animada. - Suspirei. - Você não é de rejeitar trabalho.
- Fica tranquila, mãe. Logo tem outra festa.
- Que festa é essa? Me explica isso direito. - Por quê as mães nos conhecem tão bem?
Era isso que eu me perguntava. A minha parecia ler meus pensamentos.
- É uma festa do Luan... - Falei baixo.
- Festa de quem?
-  Do Luan! 
- Mas por quê isso? Não quer se encontrar com ele por quê?
- Não tem nada a ver com ele, mãe!
- Jura? Amanda, o Luan sabe que você trabalha no hotel? - Fechei os olhos e não respondi. - Responda!
 Não, mãe! Ele não sabe!
- Filha, você tá com vergonha disso? - Ela me olhava surpresa.
- É claro que não, mãe! Eu tenho muito orgulho do que eu sou e do que eu faço! Agora eu vou dormir porque tô com sono. Boa noite! - Me levantei de cara fechada.


  Luan Narrando : 

No sábado, como o combinado, minha irmã me esperava no aeroporto.
Fomos para o hotel de sempre, que costumávamos ficar e eu lhe entreguei seu presente de aniversário. A festa seria uma pequena surpresa para ela.
Passamos o dia inteiro na piscina e de noite, fomos todos para o show.
Quando terminou, minha irmã queria ir para alguma balada, mas depois de muito insistir consegui fazer que voltasse para o hotel com todos nós.
Tomei um banho rápido e fui até o seu quarto, sorte que ela ainda estava de roupa. Suas amigas, que foram com ela, eram minhas cúmplices.
Descemos até o salão do hotel, com a desculpa de pegarmos algo para comer e assim que entramos as luzes se acenderam, já com todos da minha equipe lá.
A festa foi ótima, o hotel foi impecável e minha irmã amou. Ela não esperava mesmo.
- Tá procurando alguém? - Levei um susto com Rober, já que olhava para trás.
- Se você sabe que sim, por quê pergunta? - Tomei um gole da minha bebida.
- Acha mesmo que ela está aqui?
- Não sei, ela sempre está! 
- Mas acho que hoje não. Eu andei pelo hotel o dia todo e não a vi. Vem cá, boi, você tá a fim mesmo dessa garota?
- Eu só simpatizei com ela. Só isso!
- Ata! E vai dizer que não quer ficar com ela de novo?
- Quero! - Ele me olhou erguendo as sobrancelhas e eu bufei, o fazendo ri. - Me deixa, vai!
- Só não vai gostar dela de verdade!



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Vocês acham que ele vai se apaixonar de verdade? Kkkk
Será que a Amanda ta com vergonha da profissão? Ficaríamos tristes cm ela, não é? :'(
Tô doida pra passar esse começo chato kk mas ele só existe pras coisas não serem tão irreais!
Próximo capítulo vai começar a esquentaar!
Estão gostando? De verdade? Comentem ai em baixo!
Beijooo, meninas! ❤️









Capítulo 05 - Acontecendo





Luan Narrando

- E aquela menina que você levou pro hotel ontem? - Rober me perguntava, enquanto eu arrumava meu cabelo em frente ao espelho no quarto de outro hotel, eu já estava em Salvador.
- O que tem ela?
- Bem bonita, mas diferente das que você costuma pegar.
- É, eu gostei dela, do jeito dela e não rolou nada além de beijos. Ela é muito difícil!
- Tá brincando! - Ele riu.
- É sério! Mas mesmo assim eu gostei dela.
- Ela é gostosa!
- Eu sei. - Fiz careta.
- O que foi? Não posso falar que ela é gostosa? 
- Eu disse alguma coisa?
- Tô falando...Mas parece ser muito certinha, Luan. Não tem cara que fica assim com qualquer um.
- Ela é assim mesmo. 
- Sério que você vai ficar atrás dela?
- Eu não vou ficar atrás dela, só quero ficar com ela de novo.
- Só o beijo já te deixou assim?
- Testa, arruma minha mala aí pra mim? E vê se para de falar, que sua voz tá me dando dor de cabeça!- Falei irritado, enquanto ele gargalhava.
- Você que manda, chefia!
Minha semana passou desse jeito, a Amanda e o beijo dela não saiam da minha cabeça. Eu queria beijar aquela boca de novo o mais rápido possível. 
- Lele, é amanhã a gravação no Rio, não é? - Estávamos na minha casa, em um almoço no domingo.
Uma parte da minha produção almoçava comigo e minha família.
- É, Luan! Décima vez que pergunta isso! - Ela me olhou estranho.
- Eu só esqueci! - Dei de ombros.
- Você tá estranho... - Todo mundo me olhou.
- São seu olhos! - Ri e Rober me acompanhou. Encarei ele, que parou.
- Olhá lá, em!
- Isso me cheira uma palavra que começa com m e termina com r. - Minha irmã falou. 
- Sério? Bom pra você! - Olhei para ela que riu.
No outro dia, antes de ir para a gravação do programa, atormentei o Rober para que ele achasse a Amanda. Mesmo não sabendo quase nada sobre ela, nem aonde ela morava, mas eu lhe pedi para que ele a procurasse no hotel e foi na calçada do hotel mesmo que ele a encontrou e segundo ele, depois de muito custo conseguiu levar ela até o projac, já que de lá, eu já voltaria para São Paulo. 
Rober foi me encontrar, assim que o programa acabou.
- Manda todo mundo ir em outro carro, enquanto eu atendo os fãs!
- Tá bom. Ela tá lá dentro da van contrariada! 
- (risos) Liga não! Ela é assim mesmo. - Ele negou e saiu.
Assim que entrei dentro da van, sorri.
- Você demorou! Eu tenho que ir! - Ela logo disse.
- Pra variar! - Revirei os olhos.
- É sério!
- É que eu já tô indo embora, mas queria te ver. Tá vendo como o destino quis! - Ri.
 - Um destino chamado Rober, que quase me trouxe arrastada pra cá! - Gargalhei e ela não aguentou, me acompanhando.
- Poxa, eu faço ele ficar lá na porta do hotel só pra ver se te achava e é assim que me agradece?
- Como sabia que me encontraria lá?
- A gente sempre se encontra lá. - Dei de ombros. - Tava com saudade de você! - Antes que ela respondesse, lhe beijei. Matando o máximo que eu podia da minha saudade dela.
Mordi seu lábio, quando o ar nos faltou e comecei a beijar seu pescoço.
Eu sabia que não rolaria nada além de beijos, mas eu tinha um desejo enorme por ela.
Não aguentei e subi uma das minhas mãos até seus seios, fazendo ela cortar o beijo e segurar minha mão, ri.
- Você é muito safado!
- Sou nada! - Selei nossos lábios rapidamente. - Até qualquer dia? - Disse, assim que a van chegou no aeroporto.
- Até! - Ela sorriu.
Demos um último beijo e nos despedimos.
- O motorista vai te levar pra onde você estava indo. - Ri e ela assentiu.

  Amanda Narrando : 



Depois de quase ser arrastada pelo secretário do Luan, quando eu entrava no hotel para trabalhar, cheguei mais de uma hora atrasada e já esperava a bronca do meu chefe.
Depois que me despedi de Luan e pedi seu motorista para me deixar no hotel, fui pensando o caminho inteiro. 
Queria entender o por que ele estava tão interessado em mim. No começo eu me fazia essa pergunta todos os dias, mas ao mesmo tempo já estava preparada para a hora que ele enjoasse de mim. 
E sem querer eu passei a pensar no Luan todos os dias, quase todas as horas. Me pegava rindo sozinha, quando me lembrava das coisas idiotas que ele falava e pensando o quanto ele era lindo.
A vidinha pacata que eu tinha não era mais a mesma. Eu, com 22 anos nem me lembrava mais que existia homem, não estava nos meus planos me envolver com alguém de jeito nenhum, mas mesmo sabendo que o meu "relacionamento" com Luan não tinha nada de sério, eu passei a gostar da ideia.
Só tinha beijado três meninos na vida, todos da minha escola, com os meus 17 anos, depois disso não me envolvi mais com ninguém. 
Eu tinha vergonha de dizer que era virgem nas poucas vezes que conversava com outras meninas, até com a Cris. 
Meu chefe me chamou, assim que entrei no hotel e eu gelei. Não podia perder aquele emprego de jeito nenhum.
- Me desculpa pelo atraso! - Já fui logo falando e ele olhou no relógio.
- Eu nem tinha percebido que estava trasada. Tá perdoada porque nunca atrasa! - Ele riu.
- Então, o que foi? - O olhei confusa.
- Amanda, eu queria saber qual sua relação com o Luan Santana?
- Hã? - Quase me engasguei.
- Me disseram que vocês estavam conversando, outro dia e hoje o secretário dele foi perguntar de você pra Cris.
- Perguntar de mim?
- Perguntou se ela conhecia alguma Amanda.
- Mas eu não sou a única Amanda do mundo, Pedro. - Tentei não ser grossa.
- Achei coincidência demais...
- Não tem nada disso! Eu falei com ele sim na portaria, mas porque outro dia sem querer eu esbarrei nele e seu celular caiu, perguntei se não tinha quebrado. E a Amanda que o homem estava procurando não era eu. - Falei firme e parece que e eu o convenci.
- Tudo bem. Me desculpe!
- Posso ir agora?
- Claro! - Saí dali bufando.
Eu já era para imaginar que alguém dali faria alguma fofoca, afinal Luan me chamou na frente de todo mundo.
A Cris também foi me perguntar e eu também dei a mesma desculpa para ela.
- Eu falei pro moço que não conhecia nenhuma Amanda... -Ela falava.
- E não deve conhecer mesmo quem ele procurava. - Sorri fechado.
Odiava mentir, mas um defeito que o povo daquele hotel tinha era a fofoca. Não podiam nem sonhar que eu já tinha dado uns beijos no Luan Santana.
Cheguei em casa estressada do meu dia, que foi muito cansativo também.
- Abaixa esse som, mãe! - Cheguei falando e me joguei no sofá.
Adivinha quem minha mãe ouvia no último volume? O Luan.
- O que foi, em? Que cara é essa?
- Meu dia foi estressante...
- E posso saber por quê?
- Nada não!
- O que foi, Amanda?
- Desliga isso, vai! - Coloquei as mãos no rosto e minha mãe fez o que eu pedi.
- Qual seu problema com o Luan?- Se sentou do meu lado rindo.
- Ele que já tá me trazendo problemas lá no hotel. Alguém me viu conversando com ele e foi correndo contar pro Pedro.
- Isso é alguma invejosa! - Ela ria.
- Eu tô falando sério, mamãe! - Acabei rindo junto.
Como sempre, minha mãe conseguiu me distrair o resto do dia.
E pela primeira vez não contei a ela o que realmente tinha acontecido no meu dia. Não contei a ela que tinha me encontrado com Luan, que na verdade ele tinha mandado seu secretário atrás de mim.





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Gente, capítulo extra, mas eu quero comentários. Vocês pararam pq? Poxa, me deixem feliz, isso motiva! Rs
Mas e aí, será que esse rolo vai pra frente? Hahaha 
Será que a Amanda vai se entregar pra ele d vdd em tds os sentidos?
Até de noite, beijooos!




quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Capítulo 04 - Não deu certo




Luan Narrando :

Depois de levar a moça do hotel pro meu quarto e descobrir que o nome dela é Amanda, ficamos conversando. 
Eu nunca fui de ficar conversando com as mulheres que eu me interessava. Confesso que nem o nome de algumas eu sabia, mas a Amanda era diferente, difícil e se não fosse daquele jeito eu tinha certeza que ela sairia correndo dali, ou até me bateria.
Conversamos um pouco sobre a minha vida, a vida dela e não foi nada mal. Ela tinha um papo bom e era engraçada, parecia gostar do meu lado palhaço também.
Depois de lhe entregar o cd de presente para sua mãe achei que era a hora e lhe puxei para beijo gostoso, que logo me empolgou e minhas mãos começaram a passear pelo seu corpo lindo, que eu estava doido para ver sem aquelas roupas.
Puxava seu cabelo com gosto e assim que minhas mãos saíram de sua cintura em direção a sua bunda, ela se soltou de mim e se levantou ofegante. Com a boca vermelha e seus olhos azuis me olhavam brilhantes. 
- O que foi? Vem aqui, vem...- Me levantei e Amanda deu um passo para trás. - Calma! Tá com medo de mim é? - Brinquei rindo, mas ela não me acompanhou.
- Na verdade, eu tô! Você tá me olhando igual um tarado. - Gargalhei.
- Ta bom! - Respirei fundo e voltei a me sentar na cama.
Amanda voltou a se aproximar devagar e se sentou do meu lado, um pouco mais afastada que antes.
- Olha, vamos com calma! Acabamos de nos conhecer, tá cedo demais pra isso! - Ela falava calma.
Fiquei lhe olhando sem dizer nada. - Sério que ainda tem mulheres que se deitam com você no primeiro encontro?
- Na verdade, não tem mais de um encontro! - Falei e me arrependi um pouco.
Ela me olhava espantada. - Você não parece a idade que tem!
- Só por que não vou pra cama com um cara que acabei de conhecer? - Ela me olhou desafiadora.
- O mundo de hoje em dia é assim...
- Ás pessoas, principalmente mulheres, de hoje em dia não se dão o valor! - Eu não soube o que dizer.
Ela conseguiu calar a minha boca.
- Me desculpa... - Foi o que eu consegui dizer depois de alguns segundos em silêncio.
- Não precisa pedir! - Ela me olhou sem jeito. 
- Eu gostei de você. Sabia, Amanda? - Ela sorriu.
- E por quê?
- Porque você é bonita, simpática, tímida, certinha e difícil! - Rimos.
- Eu sou certinha e difícil mesmo! Simpática, talvez, bonita não e tímida só quando tô do seu lado. - Ela encarou as mãos.
- É tem razão, você não é bonita. É linda! E não precisa ser tímida comigo. Sou como você.
- Eu sei que você é como eu, mas...Ah! Deixa pra lá! Obrigada pelo elogio!
- Vai dizer que não escuta elogios sempre?
- Não! - Ela voltou a me olhar.
- Duvido! 
- (risos) Eu não sabia que era tão palhaço assim, Luan Santana.
- Agoa você sabe, Amanda...Qual seu sobrenome?
- Becker. Amanda Becker!
- Lindo! Nome de artista.
- Ah ta! - Ela riu. 
- É do seu pai ou da sua mãe? É brasileiro?
- Do meu pai. Meu pai era alemão. Veio pro Brasil na década de noventa, minha mãe foi sua primeira namorada. Namoraram por cinco anos até ela engravidar de mim, ai se casaram.
- Nossa! Dá um filme isso. - Ri.
- Dá sim! Eu adoro ouvir as histórias deles. Minha mãe é negra, passaram por muitas coisas pra ficarem juntos.
- Essa mistura deu um resultado e tanto? - Ri.
- É...- Ela ficou tímida de novo. Eu adorava isso nela. - Eu sou uma bela de uma mistura de pessoas completamente diferentes.
- Seu pai faleceu de quê?
- Sofreu um acidente, na verdade foi atropelado em copacabana. 
- Nossa...
- O homem atropelou e foi embora!
- Não pegaram ele?
- Até hoje não! - Ela suspirou. - Eu preciso ir, Luan. Minha mãe deve tá preocupada.
- Tudo bem! - Ela se levantou. - Meu motorista vai te levar. - Peguei meu celular.
 - Não precisa!
- Eu prometi. É muito perigoso ir sozinha. - Acabei de falar com ele no celular e desliguei. - Eu adorei te conhecer.
- Mesmo não tendo o que queria? - Ela riu e dessa vez eu que fiquei sem graça.
- Para...A gente pode se ver de novo?
- Quem sabe quando você voltar pra cá. Acho que vai demorar.
- Acho que vai também, mas mesmo assim. Me passa seu celular?
- Hã...O meu quebrou e eu tô sem no momento.
- Aonde eu te encontro, então?
- Vamos fazer assim, deixa o destino resolver isso, se for pra ser nos encontraremos. - Assenti contrariado.
- Tá...
- Seu motorista já deve tá me esperando. 
- Espera! Só uma última coisa! - Puxei ela para um beijo, dessa vez mais calmo e sem malícia.
Encerrei ele com uma mordida em seu lábio e ela me encarou, antes de sorri tímida.
- Até qualquer dia! - Ela sussurrou.
- Até, Amanda! - Sorri e ela se foi, me deixando ali, com a maior vontade dela.



Amanda Narrando : 

- Me conta como foi tudo, filha!
- Não acredito que está acordada até essa hora, mamãe!
- Eu quero saber tudo!
- (risos) Meu Deus! Antes, ele mandou entregar isso a senhora. - Lhe entreguei o cd e minha mãe abriu a boca, me fazendo ri.
- Mentira! Como ele é fofo!
- Disse que quem sabe vocês não se conhecem.
- Eu ia morrer! Que menino lindo! Agora me conta o que aconteceu entre vocês.
- Não aconteceu nada...Demais. - Me sentei ao seu lado.
- Me conta, Amanda!
- Calma, mãe! Só nos beijamos...
- Só? Isso é só?
- Ele é um doido. Não entendo porque me queria tanto.
- Por que você é linda? Para de bobeira, filha e me conta mais.
- Não tem mais!
- Vocês não...
- Não! Claro que não!
- Mas ele tentou? - Minha mãe me encarou.
- Claro que tentou. Ele queria isso desde o começo.
- E você?
- A senhora me conhece, mamãe! Sabe que eu nunca dormiria com um homem no primeiro encontro, não sei nem como beijei ele.
- Nisso eu tenho que concordar com você. Não é legal!
- E ele?
- Ficou um pouco assustado com a minha reação, mas disse que quer me ver de novo.
- Acha que ele vai tentar algo de novo?
- Não sei! Eu só tenho uma certeza. Eu não vou querer de novo!
- Isso também não é medo, não?
- Também... - Dei de ombros. - Eu nunca dormi com ninguém, não acho que vai ser o melhor ter a primeira vez com um cantor, que eu nunca mais vou ver.
- Isso só Deus sabe! Como maracaram de se encontrar?
- Não marcamos! Disse pra ele que se for pra ser, vamos nos encontrar por acaso de novo.
- Como você é tonta, Amanda! - Ri. 
- Ele pediu meu celular e eu disse que tava sem porque quebrou.
- Já disse pra comprar um celular pra você!
- E eu já disse que não quero, não preciso e nem posso! Eu não posso gastar com futilidade, mãe! Com o dinheiro que eu compro um celular, eu pago a nossa luz, o gás. - Bufei, ás vezes minha mãe me tirava do sério com esses assuntos. Ela não entendia nunca que eu não queria que nada faltasse para ela.
- Tá bom, tá bom! Não quero brigar com você por isso!
- Eu também não, mamãe. Agora vamos dormir? Eu tô cansada! - Bocejei.





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Ooooi! Nesse capítulo eles só se conheceram um pouco mais e ela não se entregou pra ele.
Sei que é um pouco clichê gnt, mas eu realmente quero uma personagem um pouco mais certinha dessa vez, eu sempre faço as maluquinhas kkk 
Não desanimem que o começo da fanfic já vai passar, eu sei que é chato! Kk continuem comentando pra mim? Bjão! ❤️